ESPN DeportesToluca luce peligroso, pero no abre el marcadorESPN'Now we're off and running': How the Mystics fast-tracked a rebuild all the way to the postseasonInquirerProsecution, defense anticipating ex-SC justices’ take on threshold issueThe Jerusalem PostOver 40 Israeli organizations sign joint statement in solidarity with NAZA filmmakersCNN TürkSuç örgütü lideri Pülümür Vadisi’nde yakalandıוואלהדיווח איראני: פיצוצים נשמעו באי קשם한겨레[속보] SK하이닉스 임단협 수정안 가결…성과급 현금 50%·주식 50%ColliderApple TV Officially Revives Chris Pratt’s Best ThrillerUOLVacina contra HPV passa a ser indicada a crianças a partir de 2 anos vítimas de violência sexualSCMP ChinaNeither tariffs nor export controls will stop China’s industrial engineالنهارسبيس إكس تستعد لإطلاق ستارشيب في مدار الأرض للمرة الأولىBBC NewsAll support acts on Ed Sheeran's US tour quit after Macklemore dropped
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, September 16, 2026

Morreu Patrício Guzmán, realizador de "A Batalha de Chile"

Translate

O cineasta chileno Patricio Guzmán, realizador de documentários como “Nostalgia da Luz” e “O Botão de Nácar”, morreu esta terça-feira, em Paris, aos 85 anos, anunciou a Academia de Cinema do Chile.

Mestre do cinema documental, como era considerado pelos seus pares, Guzmán vivia em França há mais de quatro décadas, tendo dirigido mais de duas dezenas de filmes, na sua maioria documentários, entre os quais “A Batalha do Chile” (1975-1979), trilogia que retrata os anos do governo de Unidade Popular (1970-1973) do seu país de origem, e a desestabilização política que culminou no golpe de Estado contra o ex-presidente Salvador Allende (1908-1973) e a subida ao poder de Augusto Pinochet.

O filme, que Guzmán teve de retirar clandestinamente do Chile, com a instituição da ditadura militar (1973-1990), tornou-se o documentário latino-americano mais difundido da história e uma obra de referência do documentário político a nível global, destaca a agência Efe.

A sobrevivência desta trilogia, composta pelos filmes “A Insurreição da Burguesia” (1975), “O Golpe de Estado” (1976) e “Poder Popular” (1979), teve o apoio do cineasta francês Chris Marker, realizador de “La Jetée”, que ajudou a reunir na Europa o material filmado por Guzmán, apoiou a montagem e distribuição da obra.

A trilogia “A Batalha do Chile” é vista como “a joia da coroa” de uma filmografia de 25 títulos, como destaca esta terça-feira a Efe, a par de filmes como “Nostalgia da Luz” (2010), obra com que Guzmán conquistou reconhecimento mundial e vários prémios.

O cineasta chileno dedicou-se ao documentário, após um início de carreira marcado por colaborações com o instituto de cinema da Universidade Católica do Chile e pela realização da curta-metragem “Viva a Liberdade” (1965), animação que utiliza a metáfora de um jardim zoológico para representar uma prisão.

“O Primeiro Ano” (1972), que retrata o início do governo de Salvador Allende, marca a estreia de Guzmán na longa-metragem e abre caminho a “A Batalha do Chile”.

“Nostalgia da Luz”, filmado no Deserto de Atacama, no norte do Chile, conjuga o olhar dos astrónomos que procuram as origens do universo à busca dos restos mortais de desaparecidos durante a ditadura, pelas mulheres de Calama.

Esta obra foi complementada por “O Botão de Nácar” (2015), vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, e “A Cordilheira dos Sonhos” (2019), com que venceu o Goya de Melhor Filme Ibero-Americano assim como L’Oeil d’Or do Festival de Cannes. Os dois filmes refletem sobre a memória, a ditadura chilena, o impacto nas famílias, a partir da natureza do território.

Durante o exílio em Espanha e França, Guzmán realizou documentários como “Em Nome de Deus” (1987), que aborda o papel da Igreja Católica chilena na fase final da ditadura, “A Memória Obstinada” (1997), “O Caso Pinochet” (2001) e “Salvador Allende” (2004).

Os seus filmes foram apresentados em Portugal em festivais como o DocLisboa e IndieLisboa, em mostras de cinema e têm tido distribuição em sala como “Nostalgia da Luz”, “Botão de Nácar” e “A Cordilheira dos Sonhos” (disponível na plataforma Filmin), assim como edição em DVD.

“Meu País Imaginário” (2022), a derradeira longa-metragem de Patricio Guzmán, tem estreia portuguesa marcada para 15 de outubro, pela distribuidora Midas Filmes.

Esta obra mergulha na explosão social ocorrida no Chile em 2019 e na proposta de alteração da Constituição chilena herdada da ditadura de Pinochet, discutida durante o governo do ex-presidente Gabriel Boric (2022-2026).

Em 2023, Guzmán recebeu o Prémio Nacional de Artes Cénicas e Audiovisuais do Chile. Entre as principais distinções do cineasta contam-se o Urso de Prata do Festival de Berlim e os prémios de Melhor Documentário no Festival de Cannes e do Cinema Europeu.

[Outubro de 1965. O diplomata suíço Raymond Quendoz espera pela mulher na pista do aeroporto de Havana, mas a portuguesa Annie Silva Pais simplesmente não aparece. O desaparecimento dela vai dar origem a um mistério de dimensão internacional que vai mobilizar o responsável da CIA em Cuba, o chefe dos serviços de segurança suíços, o mais alto representante de Portugal no país, e até Salazar e Fidel Castro. Porque Annie não é só casada com um diplomata suíço. Também é filha de um dos homens mais importantes do Estado Novo, Fernando Silva Pais, o diretor da PIDE. Já estreou “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Pode ouvir o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

View the original on Observador Desporto

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.