O lago que é cartão-postal de capital e volta a assorear após obras de recuperação

Segundo dados do Imasul, o Governo de Mato Grosso do Sul destinou pouco mais de R$ 2 milhões às obras de desassoreamento entre 2019 e 2024.
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O lago do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, registrou novos sinais de assoreamento nesta quarta-feira (4). O espaço passou por 2 obras de recuperação recentes.
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Imagens de drone mostram o acúmulo de sedimentos, permitindo que capivaras caminhem em locais antes cobertos por água. O governo estadual não se manifestou sobre o problema.
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A obra de 2019 custou R$ 1,5 milhão. Em 2024, uma nova intervenção de R$ 611 mil retirou mais resíduos do lago.

O lago do Parque das Nações Indígenas, um dos principais cartões-postais de Campo Grande, voltou a apresentar sinais de assoreamento após passar por duas obras de retirada de areia, em 2019 e 2024, que custaram R$ 2,1 milhões. Imagens feitas por drone nesta quarta-feira (4) mostram uma extensa área do lago tomada por sedimentos, que se acumulam no fundo e deixam a água mais rasa.
As imagens foram registradas durante a tarde. Em alguns trechos, o acúmulo de areia e outros materiais é tão grande que capivaras conseguem caminhar por locais que antes estavam cobertos pela água. Veja o vídeo acima.
🔎 O assoreamento ocorre quando areia, terra e outros materiais se acumulam no fundo de rios e lagos, deixando a água cada vez mais rasa.
O g1 procurou o Governo de Mato Grosso do Sul, responsável pela administração do parque, para saber o que provocou o novo assoreamento, se há estudos sobre o problema e se estão previstas novas obras de recuperação. Até a última atualização desta reportagem, não houve resposta.
Capivara passeia em banco de terra formado no lago do Parque das Nações, em 2026. — Foto: Edmar Melo
Obras para retirar areia do lago custaram R$ 2,1 milhões
Em 2024, o lago precisou passar por uma nova obra de retirada de areia. O serviço custou cerca de R$ 611 mil, pagos com recursos de compensação ambiental. Foram necessárias aproximadamente 1.400 viagens de caminhões para transportar o material retirado.
Em 2019, cruzes brancas foram colocadas nos banco de areis como protesto — Foto: Ariovaldo Dantas
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