Agregador Inteligov/EXAME: Vantagem de Ciro sobre Elmano chega a 6,17 pontos no Ceará
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera a corrida pelo governo do Ceará, segundo a nova rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas da Inteligov divulgado em parceria com a EXAME.
Os dados mostram o tucano com 44,57% das intenções de voto, vantagem de 6,17 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, o atual governador Elmano de Freitas (PT), que registra 38,4%.
Na comparação com a edição anterior do agregador, Ciro teve uma oscilação positiva de 0,12 ponto. O candidato petista teve uma queda de 1,37 ponto. A diferença entre os dois cresceu de 4,68 pontos para 6,17 pontos.
Entre os demais candidatos, o delegado Huggo (Missão) tem 1,09% das intenções de voto e é o único que aparece com mais de 1%.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
Tendência
O agregador mostra a tendência de cada candidato nas últimas semanas, variação média percentual de votos que um candidato ganhou ou perdeu a cada atualização. Ciro aparece com uma tendência positiva de 0,92 ponto percentual, enquanto Elmano apresenta uma tendência negativa de 0,92 ponto.
A maior variação da última rodada foi da Vera Lucia (Novo), com 1 ponto.
Como funciona o agregador Inteligov/EXAME?
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Na consolidação realizada até as 12h de 31 de agosto, a base recebeu 39 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 431 levantamentos considerados na iteração anterior.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
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