Bolívia prende procurador-geral acusado de vínculos com o narcotráfico
O governo dos Estados Unidos afirmou no início da semana que Mariaca recebeu "subornos para facilitar o narcotráfico e ajudar criminosos violentos a escapar da justiça".
O procurador-geral negou na segunda-feira as acusações e afirmou que a decisão de retirar seu visto é um ato de "interferência e pressão política" em consequência de suas investigações.
Durante a gestão de Mariaca, a polícia da Bolívia capturou, em março, o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, que posteriormente foi expulso com apoio da DEA (agência americana de combate às drogas) para os Estados Unidos.
A imprensa local divulgou na quarta-feira um vídeo em que Marset aparece no dia de sua detenção, ao lado de policiais de elite em sua residência, supostamente afirmando: "Mariaca é meu amigo". A AFP não conseguiu verificar a autenticidade do vídeo.
Seu gabinete também investiga, por tentativa de feminicídio, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, entre outros supostos crimes, o consultor argentino Fernando Cerimedo, ex-assessor do presidente boliviano Rodrigo Paz, que colaborou com diversas campanhas de políticos de direita na América Latina.
O governo de Paz busca estreitar laços com os Estados Unidos. Em março de 2026, aderiu ao Escudo das Américas, a aliança de governos de direita para combater o crime organizado transnacional, liderada pela administração de Donald Trump.
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