ESPN DeportesEN VIVO: Error provoca otra carrera de Padres en 6taESPNUSMNT player ratings: Freeman's two-way play earns him 8/10 in win over CanadaThe Jerusalem PostTrump orders firing squad for gunman who killed 13 people at Fort Hood, TexasInquirer28 of 119 pumps in 29 MMDA pumping stations not workingPunchConsolidated Hallmark, CHI Life Assurance seek deeper broker partnershipsDaily MaverickParamount wraps up mega Warner Bros merger to create Hollywood powerhouse SkydanceZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFRapplerLIVE UPDATES: Impeachment trial of Vice President Sara DutertekickerMessi vor seinem 208. und letzten Länderspiel: "Dieses Trikot war mein Leben"NOS SportBondscoach Veurink waarschuwt jonge talenten: 'Ga niet te snel naar het buitenland'NOSAmerikaanse opgepakt voor hulp bij schietpartij op school CanadaThe Indian ExpressSoundarya Rajinikanth says parents ‘changing’ male-dominated dynamic at home: ‘My rocks during divorce’
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, October 7, 2026

Com frutos do mar irretocáveis, Satyricon é tudo o que dizem por aí

Translate

CRÍTICA | RJ
Satyricon
R. Barão da Torre, 192, Ipanema, Rio de Janeiro. @restaurante_satyricon
Cinco estrelas (ótimo)

Sofisticado. Caro. Com os melhores e mais frescos frutos do mar servidos no Rio. Esses são alguns dos comentários sobre o Satyricon feitos no boca a boca há décadas pelos cariocas. Uma reputação construída bem antes de as resenhas (publis ou espontâneas) existirem na internet.

Logo na porta há um aviso sobre o dress code: proibido trajes de banho. Ou seja, nada de ir direto da praia. O ambiente é sóbrio e, antes de adentrar o salão, o comensal já tem ideia do que está por vir ao passar por um balcão com ostras e reluzentes pescados repousados sobre o gelo.

Carpaccios e tartares de peixes variados do Satyricon - Reprodução/Instagram @restaurante_satyricon

Há também um aquário de água salgada que em outros tempos acolhia lagostas e peixes à espera do abate —o cliente podia apontar o dedo e dizer: "Quero esse". Ele estava desativado no dia em que fui, e o garçom me pareceu incomodado quando perguntei o motivo. Apenas informou que não o utilizam mais assim.

O Satyricon aposta em crudos antes de virar moda, e é do balcão que saem os pedidos de carpaccios, tartares, e também de boa parte dos pratos quentes, como o pargo inteiro assado num iglu de sal grosso alçado à fama por Madonna em uma de suas visitas.

É uma receita simples, com perfil mediterrâneo, como quase tudo na casa. Quem vai ao Satyricon parece buscar exatamente isso: o frescor e o respeito ao sabor de cada ingrediente, sem exageros, além de pratos clássicos.

Carregando...

De principal escolhi o cherne grelhado à belle meunière (R$ 210), com o molho sedoso de manteiga e vinho, alcaparras, shiitake e camarões. Que peixe. Consistente e perfumado, vem com arroz de limão e batatas fritas.

As entradas, excelentes, me deixaram quase saciada, por isso optei pelo cherne, mais leve do que uma massa. Cheguei a cogitar o espaguete com ovas de ouriço (R$ 232), difícil de encontrar, e também o espaguete ao vôngole (R$ 178), obsessão minha. Mas seria demais.

O meu almoço teve início com o carpaccio trimare (R$ 298): pargo, atum, salmão e robalo, crus e finamente fatiados, regados com molho à base de azeite, além de um delicado tartare de salmão e uma porção de guacamole que poderia vir mais temperada.

Os peixes estavam impecáveis. A fama do Satyricon — que tem cozinha comandada pelo discreto Raphael Marques, a antítese do chef celebridade — , não é à toa.

O único senão fica por um detalhe nem tão pequeno assim: as torradas. O garçom não me confirmou (o cara não abre o jogo), mas me pareceram industrializadas, duras e secas. O restaurante deveria oferecê-las mais caprichadas. Até porque nada é barato.

No entanto, analisando sob um certo ângulo, também não é caríssimo. O robalo inteiro ao forno com batatinhas sai a R$ 268; pelo pargo da Madonna são cobrados R$ 187.

O Satyricon é isso tudo mesmo o que falam por aí. Imagino que o ultrapremiado chef espanhol Ferran Adrià, do extinto El Bulli, concorde comigo. Ele esteve no Rio no auge da carreira e jantou por três noites seguidas por lá.

Provou praticamente todos os pratos e presenteou a casa com seu livro. Na dedicatória, escreveu sobre a "amizade gastronômica" com o restaurante, que faz sucesso há mais de 40 anos sem mudar sua essência.

View the original on UOL →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.