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Thursday, October 8, 2026

ANP faz maior leilão de blocos de exploração do pré-sal dos últimos 4 anos; organizações ambientalistas protestam

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A ANP dividiu o leilão em duas partes. Pela manhã, foram oferecidos 13 blocos na área do pré-sal. Seis empresas arremataram sete blocos: três na Bacia de Campos e quatro na Bacia de Santos. As outras áreas não receberam propostas. Mesmo assim, foi o maior número de blocos arrematados na região do pré-sal desde 2022.

Pelo regime de partilha, vence quem oferece a maior fatia da produção de óleo para a União. O ágio médio foi 108% acima do mínimo previsto no edital. Além disso, o governo arrecadou R$ 530 milhões em bônus de assinatura, e as seis empresas vencedoras assumiram o compromisso de investir R$ 778 milhões. A Petrobras ficou com dois blocos.

A produção de petróleo no Brasil deve continuar batendo recordes nos próximos anos, segundo o Instituto Brasileiro do Petróleo, o IBP. Mas o setor prevê que, a partir da próxima década, áreas do pré-sal devem entrar em declínio. Por isso, novos leilões são considerados fundamentais para manter os investimentos e sustentar a produção de petróleo e gás por mais tempo.

ANP faz maior leilão de blocos de exploração do pré-sal dos últimos 4 anos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

À tarde, foram leiloados 308 blocos para exploração em nove bacias sedimentares, tanto terrestres como marítimas. No regime de concessão, vence a disputa quem oferece ao governo o maior bônus de assinatura. O governo federal arrecadou mais de R$ 3 bilhões, a maior parte em oito blocos adquiridos pela Petrobras na Bacia de Campos. Entre as áreas fora do pré-sal, foi incluída a Bacia de Tacutu, na fronteira entre Roraima e a Guiana.

Organizações ambientalistas protestaram. Em nota, o Observatório do Clima, que representa 170 organizações da sociedade civil, disse que "os setores terrestres no estado de Roraima estão na Amazônia, bioma que deveria ser a primeira e mais importante zona de exclusão de petróleo e gás".

“A gente precisa ter sempre em mente a questão da segurança energética. Temos todo cenário internacional geopolítico. Repor esses blocos e ter novas atividades de exploração vai contribuir para essa reposição de reservas para que a indústria do petróleo no Brasil continue sendo relevante, como ela é hoje para a nossa economia”, diz Artur Watt, diretor-geral da ANP.
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