Mãe de réu culpa Porsche por falha antes de batida com morte de motorista

Segundo Daniela, o Porsche teria uma aceleração muito sensível: bastaria encostar o pé no acelerador para o carro ganhar velocidade. Ela afirmou que, após passar por um radar, Sastre acelerou para realizar uma ultrapassagem em um trecho em que a avenida Salim Farah Maluf se estreita — e, ao se deparar com o carro de Ornaldo, tentou frear e desviar, mas não conseguiu.
A mãe falou que o carro tem um mecanismo de frenagem instantânea a partir de uma câmera na frente do veículo. A defesa apresentou um animação encomendada pela família mostrando como o carro teria colidido. Os advogados, por inúmeras vezes, também perguntaram para as testemunhas sobre a iluminação no local do fato.
Eu posso dizer é uma opinião de uma pessoa leiga. Eu não entendo tecnicamente. carro, nem de muito menos de acidentes. Mas o que eu posso dizer é que pelo perito que nós contratamos, pela perícia que foi feita e esse vídeo que foi mostrado, houve falha mecânica no carro. Isso vai ser mostrado amanhã, mas houve falha mecânica no carro, o carro não respondeu como deveria responder.
Daniela Andrade, mãe do réu
A alegação contraria a tese do Ministério Público de São Paulo, que sustenta que Sastre dirigia embriagado e em alta velocidade. A perícia oficial apontou que o Porsche estava a 156 km/h momentos antes do impacto, em uma via com limite de 50 km/h.
Primeiro dia de júri de Fernando Sastre
O primeiro dia do julgamento de Fernando Sastre, réu pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, foi marcado por depoimentos emocionados, relatos de embriaguez e alta velocidade, além da desistência da defesa em ouvir a namorada do empresário. A sessão ocorreu hoje, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, e deve se encerrar na noite de amanhã.
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