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Sunday, October 4, 2026

Análise: polarização, indecisos e exterior marcam reta final do 1° turno

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Na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais, os dois principais candidatos intensificaram suas agendas de campanha, concentrando esforços no Sudeste do país, especialmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Durante o CNN Prime Time, analistas de política da CNN avaliaram os movimentos finais das campanhas, destacando temas como polarização, eleitorado indeciso, abstenção e o voto de brasileiros no exterior.

Segundo a analista de Política da CNN Jussara Soares, as campanhas calcularam com precisão esse último ato antes da votação. "Os números apontam que amanhã será um dia que a urna pode trazer uma novidade", afirmou.

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Com um eleitorado de mais de 60 milhões de votos concentrado no Sudeste, os candidatos miraram especialmente o maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo.

Polarização como estratégia central

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou ato de campanha na Avenida Paulista, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma carreata e motociata no interior do estado. Jussara Soares destacou que ambos retomaram o discurso polarizado nesse encerramento de campanha.

"De um lado está a democracia e a soberania, e do outro lado está a barbárie e a corrupção", foi uma das frases mais marcantes do ato de Lula, segundo a analista.

Já Flávio Bolsonaro adotou o argumento de que as instituições estariam capturadas pelo adversário, citando uma suposta proximidade com o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso.

Jussara Soares também ressaltou que a campanha foi marcada muito mais por crises no Judiciário, inquéritos e vazamentos do que por propostas concretas.

Lula voltou a mencionar a ligação de Flávio Bolsonaro, investigado no caso Dark Horse, a Daniel Vorcaro. "São suspeitas que estão sendo investigadas", pontuou a analista. Por sua vez, Flávio Bolsonaro acusou o governo atual de corrupção, reforçando o desgaste ao adversário.

A disputa pelos votos indecisos

O analista de Política da CNN Matheus Teixeira avaliou que, apesar de o percentual de indecisos ser de apenas 3%, segundo pesquisa da Quest, esse grupo pode ser decisivo em uma disputa tão apertada. "Esse voto do indeciso, a depender para o lado que for, pode ser decisivo", afirmou.

Ele apontou que os dois líderes das pesquisas também trabalham para atrair o eleitorado de candidatos como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), cujos perfis são considerados mais próximos de Flávio Bolsonaro.

Matheus Teixeira observou que Flávio Bolsonaro adotou um discurso de pacificação do país, voltado ao eleitor mais moderado, enquanto Lula apostou em propostas como o fim das bets e o fim da escala 6x1 para convencer os indecisos. "Cada lado com a sua estratégia, mas os dois de olho nos indecisos", resumiu o analista.

Nos bastidores, segundo ele, nenhuma das campanhas acredita de fato em uma resolução no primeiro turno, e ambas já traçam planos para um eventual segundo turno.

Abstenção preocupa campanhas, com atenção especial a Minas Gerais

A analista de Política da CNN Isabel Mega destacou que a abstenção é uma preocupação central, sobretudo para a campanha do PT (Partido dos Trabalhadores). Historicamente, o índice de abstenção fica em torno de 20%, e a ausência de uma campanha baseada em propostas pode afastar ainda mais o eleitor das urnas.

"Como não foi uma eleição de propostas, isso ajuda a trazer ainda mais distanciamento da população", avaliou.

Isabel Mega apontou que o PT tem feito apelos diretos ao voto de eleitores com mais de 70 anos, faixa etária que não é obrigada a votar e que tende a ter maior afinidade com Lula.

Em contrapartida, o eleitorado mais jovem estaria mais conectado a Flávio Bolsonaro. Minas Gerais, por sua diversidade regional, foi identificado como estado-chave: o Vale do Jequitinhonha e a Zona da Mata tendem ao PT, enquanto o Sul de Minas e o Triângulo Mineiro são mais identificados com o bolsonarismo.

Em 2022, Lula venceu no estado, mas perdeu em Belo Horizonte, com uma diferença de 560 mil votos para Jair Bolsonaro (PL).

Voto no exterior ganha atenção das campanhas

A analista de Política da CNN Julliana Lopes trouxe dados sobre o eleitorado brasileiro fora do país. Embora representem apenas 0,6% do eleitorado total, os mais de 900 mil eleitores no exterior chamaram a atenção das campanhas, especialmente do PT.

O número de eleitores fora do Brasil cresceu 31,8% desde 2022, um aumento considerado expressivo em curto período de tempo.

Julliana Lopes explicou que o PT observa com cautela dois países em especial: Portugal e Estados Unidos, que concentram o maior número de eleitores brasileiros no exterior. "O PT olha com cuidado, entende que tem um eleitorado pró-bolsonarismo nos Estados Unidos", afirmou a analista.

Outro ponto de atenção é o eleitorado de menor renda, que historicamente apresenta maior índice de abstenção e é considerado base do PT. No Nordeste, a campanha petista teria recuperado terreno com medidas ligadas a políticas públicas, mas uma eventual abstenção desse grupo poderia afetar os cálculos eleitorais. "É uma eleição aparentemente mais apertada do que a gente já viu aqui no Brasil", concluiu Julliana Lopes.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

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