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Saturday, September 12, 2026

2h. Passos Coelho vai apresentar reformas dentro de 2 meses

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Duas horas. As notícias com Miguel Pina Andrade.

Depois do anúncio de protestos das forças de segurança, o ministro da Administração Interna vai reunir com os profissionais da Guarda Nacional Republicana e também da Polícia de Segurança Pública. É uma informação avançada pelo Jornal de Notícias. Quatro associações da GNR e três sindicatos da PSP exigiram a Luís Neves uma reunião urgente para discutir, entre outras matérias, a atribuição de um suplemento de risco idêntico ao dos inspetores da Polícia Judiciária. A primeira reunião é já na próxima quinta-feira e vai ser discutido o suplemento especial para controle de fronteiras aeroportuárias. O segundo encontro está marcado para dia 29 de setembro e em cima da mesa vai estar a reestruturação das carreiras, bem como a organização do tempo de serviço. O anúncio destas reuniões acontece depois dos profissionais da Guarda Nacional Republicana anunciarem que vão aderir aos protestos da PSP, convocados para setembro e outubro. À Rádio Observador, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, exige ao governo medidas concretas.

Nós, os protestos, não os vamos desconvocar, a não ser que o governo, em cima da mesa, nos apresente, de facto, propostas concretas a cumprir, a ter início em janeiro de 2027. Nós estamos sempre abertos à negociação e não deixaremos de estar, porque nós somos responsáveis. Agora, não vamos é aceitar que isto seja protelado no tempo, muito mais tempo.

O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, em declarações à Rádio Observador. Estes protestos anunciados esta sexta-feira são motivados pelo incumprimento das prometidas revisões salariais e também das carreiras, reivindicações comuns tanto aos militares da GNR como aos polícias da PSP. A CGTP vai convocar uma manifestação nacional para o dia 17 de outubro, em Lisboa, no Porto e em Coimbra. Um anúncio do secretário-geral da Central Sindical, em conferência de imprensa esta sexta-feira. Tiago Oliveira adianta que a CGTP vai realizar várias ações em empresas e locais de trabalho antes do protesto. Estas ações vão acontecer entre 17 de setembro e 17 de outubro. O líder da Intersindical, Tiago Oliveira, quer envolver os trabalhadores na discussão política e alertá-los para os direitos do trabalho.

Um mês de ação, mobilização e luta, com o objetivo da realização de plenários, greves, mobilização para piquetes de greve, para ações concretas das empresas, para discutir com os trabalhadores a ação reivindicativa, empresa a empresa, local de trabalho em local de trabalho, envolver os trabalhadores na discussão política, porque é fundamental que os trabalhadores tenham conhecimento, como tiveram relativamente ao pacote laboral, dos ataques que estão em curso aos seus direitos.

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, que defende o aumento do salário mínimo nacional para os € 1.100, um aumento a acontecer já no próximo ano. A Central Sindical quer também um aumento generalizado dos salários.

É que há todas as condições para valorizar os salários de forma séria, de forma justa, implicando aqui uma questão que é uma mudança de política que este governo tem que ter, nomeadamente nas exigências da CGTP, de valorização dos salários. E a CGTP vai continuar a insistir em 15% de aumento, com um mínimo de € 150, um aumento geral para todos os trabalhadores, e vamos exigir, a partir de 1 de janeiro de 2027, os € 1.100 de salário mínimo nacional. Do nosso ponto de vista, é possível.

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, em conferência de imprensa na tarde desta sexta-feira. A Intersindical exige também um aumento salarial de, pelo menos, 15%, no mínimo de € 150 para todos os trabalhadores em 2027. Pedro Passos Coelho vai apresentar propostas reformistas para o país dentro de dois meses e já há pistas sobre os quatro temas que o governo deve priorizar. O antigo primeiro-ministro explicou os temas que vai abordar no estudo que está a coordenar sobre as reformas que o governo deve executar e de forma urgente. As reformas sugeridas por Pedro Passos Coelho para concretizar em oito anos estão divididas em quatro pilares. Maria Miguel Marques.

Em primeiro lugar, surge a componente contributiva da Segurança Social, o sistema previdencial. O governo decidiu colocar o estudo de Jorge Bravo na gaveta. Passos Coelho quer que o assunto seja discutido já. O antigo primeiro-ministro diz que a sustentabilidade financeira da Segurança Social vai continuar comprometida durante mais de década e meia. Os problemas de sustentabilidade financeira vão depois passar a problemas de sustentabilidade social e, por isso, o governo deve considerar outras dimensões de mudança estrutural. O segundo pilar do estudo de Passos Coelho são políticas relacionadas com a melhoria significativa da produtividade e da competitividade económica, sem cujo sucesso todas as outras parecerão ainda mais difíceis de atingir. Em terceiro lugar, Passos Coelho estuda as políticas sociais que apresentam desqualificação maior e que têm maior impacto no bem-estar, no crescimento e na sustentabilidade financeira e social, como a saúde e a educação. E por fim, Passos Coelho fala sobre as políticas de reforma do Estado. Sobre esta última, o ex-líder do PSD alerta que tem de incluir a defesa e a segurança face aos desenvolvimentos geopolíticos europeus e mundiais, mas destaca também a Justiça, com prioridade para a tributária e administrativa. Para o antigo governante, é também importante, nessa visão para o país, promover a transparência no funcionamento da máquina pública, complementada com a aposta no mérito e na competência contra a corrupção, o nepotismo e o clientelismo.

A jornalista Maria Miguel Marques com os quatro temas que Passos Coelho destaca no estudo sobre as reformas que o antigo primeiro-ministro diz que o país precisa. Este é o tema do artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. É assinado pelo editor de política Rui Pedro Antunes. Na atualidade internacional, esta sexta-feira, 11 de setembro, fez 25 anos dos ataques às Torres Gêmeas em Nova York. Na análise, o professor de Relações Internacionais da Universidade de Lisboa, Bernardo Valente, sublinha que o terrorismo de hoje é muito diferente daquele que esteve na origem dos atentados do 11 de setembro.

Aquilo que é a constituição do terrorismo ou os princípios do terrorismo xiita, que é o terrorismo maioritariamente iraniano e também do Iraque, e aquilo que é o terrorismo sunita são muito diferentes. E a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, que sai depois da Al-Qaeda, são ambos sunitas e têm um modo de executar este tipo de ataques, este tipo de ações contra o Ocidente, muito diferente. Por muito que Donald Trump diga que está a tentar combater o terrorismo, o tipo de terrorismo de que está a falar agora, quando fala do Irão, é muito diferente do tipo de terrorismo que tínhamos no início do século XXI, nos primeiros 15 anos até do século XXI.

Análise do professor de Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, Bernardo Valente, no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Em França, um comboio com 180 passageiros descarrilou na Normandia. Citadas pela empresa francesa, as autoridades locais revelam que há 44 feridos, entre eles uma mulher de 18 anos que está em estado crítico. O descarrilamento aconteceu às 7h45, hora local, num serviço expresso regional que fazia o percurso entre as cidades de Rouen e Caen, no norte de França. A Polícia Judiciária de Rouen assumiu a investigação para determinar as causas do acidente e também dos ferimentos graves. Os primeiros polícias a chegar ao local realizaram testes de detecção de substâncias proibidas ao maquinista do comboio. Todos os resultados foram negativos. No desporto, o Futebol Clube do Porto visita este sábado Rio Maior para jogar contra o Casa Pia num jogo a contar para a sexta jornada. Francesco Farioli confirma que Viktor Fossholt ainda está fora da convocatória. O médio dinamarquês sofreu uma concussão cerebral na última jornada frente ao Moreirense, mas apesar de estar a recuperar bem, o treinador do Futebol Clube do Porto garante que o jogador não vai estar disponível pro encontro deste sábado. Em conferência de imprensa, Francesco Farioli recorda o jogo com o Casa Pia da época passada, que foi a primeira derrota portista. Este ano, o técnico dos Dragões espera um resultado bem diferente.

Do nosso lado, os pontos são necessários e vitais pra nossa caminhada. Por isso, tivemos uma boa sessão esta tarde e teremos outra amanhã pra irmos bem preparados. Sabemos o ambiente que vamos enfrentar e o desejo da equipa deles, mas também o nosso desejo e a necessidade de voltar de Lisboa com pontos.

Francesco Farioli em conferência de imprensa. Os Dragões seguem só com vitórias no campeonato. O Casa Pia Futebol Clube do Porto está marcado para às 18h deste sábado. Há relato e análise aqui em direto na antena da Rádio Observador. É o apito final neste jornal das 02:00. Fechamos com desporto. A informação está de regresso às 14h30. Até já.

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