Haddad no Itamaraty? Rumores agitam bastidores do novo governo Lula

A continuidade de Vieira é considerada pouco provável, mas não impossível. O ministro, segundo a coluna apurou, tem manifestado interesse em permanecer no cargo; a dúvida é saber se Lula compartilha desse interesse.
Existe uma demanda por mudança e renovação geracional em relação a todo o governo, e, no caso do Itamaraty, ela também é forte — em meio a intensas críticas por problemas de gestão dentro da casa, por exemplo, em matéria orçamentária. Alguns acreditam que Vieira poderia continuar em uma transição mais gradual para um novo comando. Outros acham que Lula vai querer mudar o comando do Itamaraty logo de cara.
Os nomes, em caso de mudança, são vários, a grande maioria de dentro da casa. Um dos mais cotados é o do embaixador Mauricio Lyrio, atual Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente, também envolvido em temas comerciais. Lyrio foi sherpa (representante do presidente) no G20, continua sendo no Brics e é um dos principais técnicos do Brasil na difícil negociação sobre tarifas com os Estados Unidos. O embaixador negociou na COP30 e é visto como um dos que receberam missões desafiadoras por parte de Lula e entregaram bons resultados.
Um dos possíveis cenários comentados entre diplomatas é o de que Lyrio assuma como secretário-geral do Itamaraty para, depois de um ou dois anos, passar a ocupar o posto de ministro. O secretário-geral é o segundo cargo mais importante da casa.
Outro nome forte é o do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30 e um dos diplomatas mais experientes em matéria de clima do Itamaraty. Corrêa do Lago é muito respeitado pelo presidente e sua entrega na COP30 recebeu elogios no Palácio do Planalto. Iniciativas como o mapa do caminho para eliminar os combustíveis fósseis e o Mutirão Global contra as Mudanças Climáticas foram marcos na história das COPs.
Muitos se perguntam se Lula, que vem defendendo a escolha de uma mulher como nova secretária-geral das Nações Unidas, não preferirá uma embaixadora como chanceler, algo que o Brasil nunca teve. O presidente até gostaria, confirmaram fontes diplomáticas, mas não se vê no horizonte um nome com força e relação de proximidade com Lula.
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