Céu sobre Riad fica vazio após ataques de houthis a aeroportos
O aeroporto está fechado desde um ataque ocorrido no sábado que matou 13 pessoas e feriu mais de 300, o mais mortal no reino em mais de uma década. No domingo, outro ataque matou uma pessoa e feriu quase uma dúzia de outras.
O aeroporto cancelou 99,7% de todos os voos programados no domingo, de acordo com a empresa de análise de aviação Cirium. O rastreador de tráfego aéreo Flightradar24 mostrou que as aeronaves estavam evitando Riad nesta segunda-feira, embora jatos estivessem cruzando o espaço aéreo saudita e pousando no principal hub de Jidá, na costa oeste do país.
A interrupção forçou companhias aéreas da Europa e da Ásia a suspenderem seus serviços e a agência de aviação dos Estados Unidos (FAA) aconselhou as companhias aéreas norte-americanas a tomarem cuidado ao voarem para ou sobre a Arábia Saudita. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) ampliou na sexta-feira um alerta sobre o espaço aéreo saudita, citando ataques com mísseis e drones.
O Grupo Lufthansa cancelou todos os voos para Riad até 16 de outubro, enquanto a Air France-KLM prorrogou uma suspensão dos serviços de e para a capital saudita até o final do mês.
A Etihad Airways, de Abu Dhabi, estava entre as companhias aéreas que prorrogaram ainda mais os cancelamentos de voos para a Arábia Saudita, afetando cerca de 20 voos para Riad, Jidá e Dammam na segunda e na terça-feira.
A escalada do conflito com os houthis gerou preocupações sobre o impacto econômico mais amplo. Analistas estimam que o PIB real da Arábia Saudita deverá sofrer uma contração de 3,6% este ano, refletindo uma combinação de fatores, incluindo a redução das atividades relacionadas ao petróleo.
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