A mansão brutalista do fundador da Oakley que virou cenário de Taylor Swift
A casa de concreto que James Jannard, fundador da Oakley, levou anos para erguer no alto de Beverly Hills trocou de dono em junho, depois de quase dois anos no mercado. O negócio saiu por US$ 46,95 milhões, bem abaixo dos US$ 68 milhões pedidos no primeiro anúncio, em 2024, e o nome do comprador segue em sigilo. Pouco mais de três meses depois, a mesma residência apareceu para milhões de pessoas como o cenário principal do novo clipe de Taylor Swift.
O vídeo de Patient Zero foi exibido pela primeira vez em 27 de setembro, no palco do MTV Video Music Awards, logo depois de Swift receber o recém-criado Artist Director Honors. A cantora dirigiu o clipe, o 18º sob seu comando, e trabalhou ao lado de Emmanuel Lubezki, diretor de fotografia premiado com o Oscar por Gravidade, Birdman e O Regresso.
Na história, Dakota Johnson e Colin Farrell formam um casal que se afasta aos poucos, enquanto Swift vive a ex-mulher do personagem de Farrell, morta por ele, que retorna como fantasma para alertar a nova esposa. Cara Delevingne e o jogador da NFL Matthew Stafford completam o elenco em participações rápidas.
Quase dois anos de anúncio

Pátio circular de acesso para carros, inspirado em Stonehenge, que recebe quem chega à residência em Trousdale Estates (Reprodução/ID Group)
O primeiro anúncio da casa coincidiu com outro negócio de Jannard. Uma semana antes, o empresário havia vendido sua propriedade em Malibu por US$ 210 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão), a transação residencial mais cara já registrada na Califórnia. A oferta de Beverly Hills saiu do ar em março de 2025 e voltou em julho por US$ 65 milhões, até sofrer novo corte em janeiro deste ano, para US$ 59,5 milhões.
A venda final, intermediada por Aaron Kirman, da Christie's International Real Estate Southern California, ficou mais de US$ 20 milhões abaixo do pedido original. Ainda assim, segundo o The Real Deal, o valor igualou o da casa vendida pelo investidor Leon Black em março, que até então era a operação mais cara da região em 2026.
Da Oakley às câmeras de cinema

À esquerda, corredor curvo em concreto aparente; à direita, varanda coberta voltada para a piscina e para as luzes de Los Angeles (Reprodução/ID Group)
Jannard fundou a Oakley em 1975 fabricando manoplas para motocicletas e só depois entrou no mercado de óculos esportivos. Em 2007, a empresa foi comprada pela italiana Luxottica por cerca de US$ 2,1 bilhões, o equivalente hoje a R$ 10,9 bilhões. O empresário também fundou a RED, marca de câmeras digitais usadas em produções como O Grande Gatsby e Prometheus.
O terreno em Trousdale Estates, com cerca de 0,8 hectare, foi comprado em 2009 por US$ 19,9 milhões. O projeto do escritório ID Group resultou em uma residência de cerca de 1,7 mil metros quadrados, toda em concreto moldado no local, com tetos de alumínio, metais aparentes e uma motocicleta pendurada sob a claraboia da entrada. O acesso de carros é feito por um pátio circular inspirado em Stonehenge, e a casa tem ainda cinema, academia, adega e elevador.
O concreto como personagem

Sala principal da casa, com a parede de vidro que desce para dentro do piso e abre o ambiente para a piscina de borda infinita (Reprodução/ID Group)
No clipe, a sala principal aparece na cena em que Swift, Johnson e Farrell ficam imóveis como estátuas. É ali que fica a parede de vidro que desaparece dentro do piso e liga o ambiente à piscina de borda infinita, com vista para Los Angeles. Em post no Instagram, Swift explicou que escolheu a casa como metáfora da frieza de uma relação que se esvaziou com o tempo, e que o vídeo misturou referências de histórias góticas de fantasmas, true crime e thrillers psicológicos.
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