Venezuela afirma que mantém sua soberania petrolífera após acordo com EUA
Esse especialista em petróleo vê com bons olhos a atuação dos Estados Unidos como "garantidor" de investimentos na Venezuela, que não consegue atrair capital significativo há mais de uma década.
"Se não fosse assim, esses campos não seriam explorados nos próximos 10 ou 15 anos, porque a PDVSA (Petróleos da Venezuela) não tem os recursos econômicos para isso", afirma Felizzola, professor do Instituto de Estudos Superiores em Administração.
Uma operação dessa magnitude poderia acelerar a tão esperada recuperação econômica da Venezuela, que ainda se recupera da brutal contração de 80% sofrida entre 2014 e 2021.
Essa é a esperança de muitos venezuelanos que mal sobrevivem com um salário mínimo mensal equivalente a US$ 0,16 (R$ 0,83) e bônus estatais que chegam a US$ 240 (R$ 1.247) por mês, bem longe do custo de US$ 730 (R$ 3.795) da cesta básica, segundo estimativas privadas.
"Se eles querem o petróleo daqui, da Venezuela, têm que pagar pelo preço atual, porque a Venezuela não vai dar o petróleo de graça", diz Carlos Baco. Esse funcionário público, de 74 anos, espera que, com a receita do petróleo, a economia melhore. Seu bolso não sentiu o efeito do aumento da produção nos últimos meses.
"Até agora, não vimos nada. O consumo e os alimentos estão mais caros... o dólar sobe, e os preços das mercadorias também, tudo sobe, transporte, tudo. Isso é impossível aqui", afirma.
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