Leilão do Banco Master tem disputa acirrada por cadeiras de luxo; veja os itens mais cobiçados
São Paulo Cadeiras da Herman Miller, referência pelo design inovador e pela durabilidade no mundo corporativo, estão entre os itens mais cobiçados no leilão online de móveis de escritório do Banco Master e do Will Bank, que ocorrerá nesta segunda-feira (9), a partir das 9h30.
Na plataforma Kwara, responsável pelo leilão, as cadeiras da marca aparecem em seis dos lotes mais visualizados, com modelos como Aeron, Verus, Cosm e Sayl. Os produtos, hoje armazenados em galpão em Taboão da Serra (Grande SP), antes estavam em escritórios de bancos de Daniel Vorcaro, operador do maior escândalo financeiro da história brasileira.
A maior disputa está no lote 018, com duas cadeiras Aeron: são 8,1 mil visitas e 271 lances. O valor atual está em R$ 11.240, o equivalente a R$ 5.620 por cadeira. No site oficial da Herman Miller, o modelo Aeron é vendido por valores entre R$ 11.767,50 e R$ 14.238,75 (dependendo da cor escolhida).
Outro lote, com uma única Aeron (lote 032), soma 11,5 mil visitas e 94 lances, e está em R$ 4.780, ou seja, menos da metade do preço de mercado.
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O lote 001, com cerca de 20 cadeiras modelo Cosm Média, é o segundo mais visitado de todo o leilão, com 15,4 mil visualizações, mas não tinha nenhum lance até a consulta. O valor de R$ 98 mil equivale a cerca de R$ 4.900 por cadeira, enquanto o modelo é vendido a R$ 12.784,50 no site da fabricante. Esse é o lote de maior valor inicial no leilão.
O produto mais visto de todo o leilão é o lote 010, com quatro notebooks. O item teve 27 mil visitas, quase o dobro do segundo colocado. O primeiro lance foi registrado em 26 de outubro, no valor de R$ 672. Desde então, foram 140 lances, que levaram o valor atual a R$ 3.592, mais de cinco vezes o valor inicial.
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Outro destaque é a televisão LG de 98 polegadas (lote 005). O item soma 5.500 visitas, mas recebeu apenas três lances até a consulta, e o valor atual é de R$ 11.110.
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A lista completa com descrições, fotos e valores iniciais dos lances pode ser consultada no site da Kwara.
Segundo a Kwara, o portal registrou um pico de acessos cinco vezes maior que a média após a divulgação do leilão. Os descontos, porém, podem sumir conforme a disputa pelos itens faz aumentar o valor do arremate.
Como participar
Para dar lances, é preciso se cadastrar na plataforma Kwara (www.kwara.com.br), responsável por administrar o leilão em nome do Banco Master e da Will Financeira, ambas em liquidação. O interessado precisa solicitar habilitação na página do leilão pelo menos uma hora antes do horário de abertura.
Já é possível dar lances, mas o leilão mesmo começa às 9h30 (horário de Brasília) do dia 9 de novembro, uma segunda-feira. A disputa é encerrada por lote, um a um, em sequência, com um intervalo de alguns segundos entre eles.
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O usuário pode ofertar lances manuais ou programá-los para ocorrerem no automático, conforme as próprias configurações de valores. Nesse caso, se outro participante cobrir a oferta, o sistema gera um novo lance, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo definido pelo usuário.
Se um lance for dado nos últimos segundos de um lote, o cronômetro volta, de modo que passem a faltar novamente alguns segundos para o encerramento. O mecanismo se repete a cada novo lance feito nessa janela, para que todos os interessados tenham chance de cobrir a oferta. Por isso, o horário em que cada lote termina pode variar.
Em caso de empate, vence quem lançou primeiro, conforme a data e a hora do registro no portal. Para fins de desempate, o lance automático sempre prevalece sobre o lance manual.
Ao final, a vendedora tem até cinco dias úteis para aprovar ou recusar as ofertas. É possível, aliás, dar lances abaixo do preço inicial. Neste caso, se não houver lances maiores vencedores, a proposta vai à vendedora e pode ou não ser aprovada. O edital prevê ainda que o leilão pode ser suspenso a qualquer momento.
Os produtos são vendidos no estado de conservação em que se encontram, sem garantia de funcionamento ou direito a troca, segundo o edital. Os itens podem ser sucata e apresentar avarias, sinais de uso e desgaste, amassados, riscos, sujeira, ausência de manuais, acessórios ou peças, e até senhas de acesso bloqueadas.
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Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesAs fotos, descrições e medidas divulgadas no portal são classificadas nos editais como meramente ilustrativas, não servindo de parâmetro real sobre o estado dos bens ou sobre o que está incluído em cada lote.
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Os interessados podem examinar os bens de forma presencial, nas datas e nos locais indicados em cada lote, mas sem testar ou manipular. É proibido entrar com bolsas, mochilas ou sacolas.
O edital estabelece taxas extras a serem pagas por quem arrematar. Além do valor do lance, é cobrada comissão de 5% à leiloeira e uma despesa administrativa por lote, que varia conforme a faixa do lance. Um item arrematado por R$ 1.000, por exemplo, custa na prática R$ 1.396 ao comprador (R$ 50 de comissão e R$ 346 de despesa administrativa).
O pagamento deve ser feito via Pix (QR Code) ou com créditos concedidos pela Kwara (veja como funciona com a empresa) em até um dia útil após a aprovação da oferta. Quem não pagar é considerado desistente e fica sujeito a multa equivalente a 5% (comissão) mais 30% do valor da arrematação, além de ter o cadastro bloqueado na plataforma e poder ser processado ou negativado.
A retirada só é liberada após a confirmação da Kwara, mediante apresentação da nota de venda. Ela deve ocorrer nas datas e horários indicados em cada lote, com agendamento prévio quando exigido. Não é permitida a retirada parcial e o comprador arca com mão de obra, desmontagem, transporte e impostos. Também deve levar veículo, equipe e ferramentas adequados para levar tudo de uma vez.
É importante ler o edital com as regras, também disponível na página do leilão.
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