As notícias da 1h

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Uma hora.
Muito boa noite. Nos últimos minutos, a PSP comunicou aos manifestantes que estão na Praça Dom João I que podem ficar, desde que não produzam ruído. Este foi já o segundo diálogo entre a polícia e os manifestantes. A comitiva de polícias anunciou aos manifestantes que podem permanecer na praça, mas sem as tendas. A acompanhar também este gênero de negociação, que já tem sido habitual nestes protestos entre a PSP e os manifestantes, esteve o jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, que se junta agora a nós, a este jornal. Viva, Miguel, boa noite. Foi então solicitado às pessoas que ficassem em silêncio. Os manifestantes aceitam esta condição e, assim sendo, vão permanecer na praça?
Boa noite, Ricardo. Vão permanecer na praça, mas sem tendas. É a vitória do diálogo aqui nestas negociações, nesta espécie de negociação entre a PSP e os manifestantes, que vão continuar como queriam na praça, mas sem tendas, como queria a polícia. E para chegar aqui, foram três momentos de conversas. Aconteceu tudo muito rápido, pouco depois da meia-noite ainda, e quando já estavam montadas mais de 10 tendas, fomos falar com a polícia para perceber o que iriam fazer, se já tinham começado esse diálogo que tem sido habitual aqui na Praça Dom João I, para tentar convencer os manifestantes a abandonar a praça ou, pelo menos, a retirar as tendas. E nessa altura, a subcomissária Eduarda Fan, que depois liderou estas negociações, disse que ainda não tinha começado esse diálogo, mas que estaria prestes a começar. E foi mesmo assim. Pouco depois, vários polícias desceram as escadas perto da Rua de Sá da Bandeira, dirigiram-se ao centro da praça, onde estavam manifestantes, e tentaram perceber quais eram as intenções destes manifestantes, o que iriam fazer, perceber se já tinham tomado uma decisão. Depois desse primeiro momento, os manifestantes pediram tempo para reunir, para perceber o que iriam fazer e, pouco depois, foram os manifestantes que se dirigiram até à polícia, que estava aqui perto da Rua de Sá da Bandeira, num dos lados da Praça Dom João I, e depois dessa reunião entre manifestantes, comunicaram, aqui pela voz de Leonor Figueiredo, ligado à organização do Movimento Acampada, que já teriam essa decisão tomada.
Falando daquilo que resultou a vossa reunião, o que é que decidiram?
Decidimos remover as 10 tendas que ali estão.
E pretendem continuar na praça?
Sim, naturalmente.
Pronto, nós vamos avaliar e eu já vos dou uma resposta, está bem?
Muito obrigada.
Ouvimos aqui esse diálogo entre Leonor Figueiredo e a subcomissário Eduarda Fan, que, lá está, no primeiro momento tinha deixado vincada essa posição da polícia, que era a exigência da retirada das tendas. Depois deste diálogo, inverteram-se os papéis e então pediu à polícia tempo para reunir, para discutir que ação tomariam, ou seja, tendo em conta que os manifestantes começaram, desde logo, a retirar essas 11 tendas. Depois, voltou a entrar a polícia na praça, voltou a falar com os manifestantes e aí, novamente, Eduarda Fan a explicar que poderiam continuar, mas com esse pedido, que não façam ruído.
Podem permanecer aqui na Praça Dom João I. Aquilo que vos solicitamos é que estejam em silêncio, não produzam ruído e se não houver tendas, não há inconveniente em permanecerem aqui na Praça Dom João I.
E sem esse inconveniente das tendas, os manifestantes por aqui continuam, na Praça Dom João I. Entretanto, continuam aqui cinco carros da polícia. Ainda estão alguns, mas menos do que estavam há pouco antes deste diálogo, antes destas negociações. Também foi colocada a questão se poderiam manter a cantina popular, que tem servido refeições, agora não tantas, mas durante a hora de jantar esteve sempre com uma grande fila. Para já, os manifestantes estão em convívio, com pouco ruído, como aliás foi pedido pela polícia. Alguns foram saindo da praça, mas muitos continuam aqui. Vamos também perceber se irão continuar aqui a noite toda ou se entretanto também começarão a desmobilizar, mantendo essa exigência da polícia de pouco ruído.
Jornalista Miguel Pinheiro Correia, que está na Praça Dom João I a acompanhar o protesto pela habitação. Nos últimos minutos, a PSP comunicou aos manifestantes que estão na Praça da Cidade Invicta que podem ficar, desde que não façam barulho e também que não montem tenda. Já em Lisboa, a esta hora o protesto já desmobilizou. A acampada em Lisboa aprovou hoje em assembleia popular a realização de uma manifestação entre o Marquês Pombal e o Rossio, seguida também de uma concentração na Praça Dom Pedro IV, à semelhança do que aconteceu no passado sábado. Esta iniciativa foi aprovada com mais de 230 votos a favor, contra a vontade de 95 manifestantes que pretendiam apenas a realização da concentração na Praça Dom Pedro IV e não a marcha lenta pela avenida. Ainda não há certezas sobre se este protesto vai contar com a montagem de tendas no Rossio. Essa decisão vai ser tomada no próprio dia. Na política, José Luís Carneiro acusa o PSD e o CDS de destratar e desconsiderar o Partido Socialista. O secretário-geral do PS diz que no debate orçamental foi alvo de ataques políticos incompreensíveis e considera que o primeiro-ministro tem de definir como quer tratar o Partido Socialista.
O PS tem um primeiro dever, que é o dever com o país, com as portuguesas e com os portugueses que já vivem momentos muito difíceis nas suas vidas e que exigem responsabilidade, grande sentido de responsabilidade. Naturalmente que nós tivemos ataques políticos incompreensíveis, vindos de responsáveis e de pessoas muito próximas do primeiro-ministro
E o primeiro-ministro tem que definir também um perfil na forma como trata e como se relaciona com o PS. Não pode destratar um partido que mostra esta atitude de responsabilidade para com o país e também para com o Governo, que, como se vê, está cada vez mais fragilizado.
As palavras de José Luís Carneiro, falou esta noite aos jornalistas à entrada para uma sessão com militantes em Loures, no dia em que o PS permitiu, através da abstenção, que o orçamento do Estado para 2007 fosse viabilizado, foi aprovado na generalidade. Agora o Governo quer controlar as iniciativas da oposição durante a fase da especialidade. PS e Chega vão apresentar propostas e podem chegar a acordo até à votação final global. Por isso, com margem reduzida para acolher novas medidas, o Governo procura tirar de pé as chamadas coligações negativas. Miguel Vítor Dias.
Com o resultado ao intervalo já conhecido, com a aprovação do orçamento, o Governo tenta controlar o jogo na segunda parte.
Quem propuser mais despesa, tem que dizer qual a que elimina. Quem quiser abdicar de receita, tem que dizer o que é que vai deixar de fazer ou que impostos quer aumentar.
O ministro Leitão Amaro deixa avisos para a fase da especialidade, já depois de José Luís Carneiro, do PS, ter anunciado uma proposta para limitar a receita fiscal.
Foram mudadas cinco vezes as portarias que aumentaram a carga dos impostos sobre os combustíveis. E, por isso, senhor primeiro-ministro, traremos à especialidade uma norma que levará a um princípio político fundamental: não haverá aumento de receita fiscal.
Faltam conhecer os detalhes de uma iniciativa que deixou André Ventura curioso. O líder do Chega que aproveitou ainda para pressionar o Governo com a lei das rendas.
Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram. Senhor primeiro-ministro, esta lei depende de si.
Leitão Amaro, à defesa, vai deixando avisos.
Será que daqui a algum tempo vamos voltar a vê-los, como na reforma laboral, de punho cerrado, a pôr os líderes comunistas em lágrimas, a celebrar o bloqueio de mais uma reforma estrutural?
De volta ao orçamento, a IL até iliba o Governo de responsabilidades passadas, mas pede uma bitola superior.
O fracasso do PS não pode ser a medida da ambição da AD.
E o Livre pega na abstenção do PS para atirar ao Chega.
O voto farcista do Chega, que vem aqui cheio de muitos malabarismos, dizer que é contra, mas que sempre que é necessário, dá a mão ao Governo.
Numa discussão marcada pelas manifestações, Paulo Raimundo, do PCP, deixou ainda uma provocação.
No seguimento da martelada que é a greve a um direito, desde que ninguém faça, vem agora a mais recente bastonada, que é a manifestação a um direito, desde que não hajam manifestantes.
O debate de um orçamento marcado pelas manifestações na rua sobre o setor da habitação.
Miguel Vítor Dias, que acompanhou a discussão do orçamento do Estado. A fase seguinte arranca já esta quinta-feira com as audições ao Tribunal de Contas, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e também ao ministro da Economia. Terminamos este jornal a falar de desporto. O Futebol Clube do Porto está na final four da Taça da Liga, venceu esta noite 1 x 0 o Académico de Viseu. Os Dragões receberam os viseenses. Uma grande penalidade convertida por Santiago Gimenez a poucos segundos do intervalo, foi o suficiente para carimbar a passagem à próxima fase da competição. Ambos os treinadores fizeram várias alterações para este encontro, sendo que Francesco Farioli adotou uma tática diferente para este jogo. Entrou em campo com três defesas centrais, algo que não é habitual no conjunto do técnico italiano, que explica que, mesmo com uma estrutura diferente, aquilo que quer ver em campo é o mesmo.
Senti que os jogadores iam conseguir compreender em poucos dias com uma sessão de treino específica e boa preparação a esta nova estrutura. Os princípios são os mesmos. Aquilo que queremos ver é o mesmo. Claro que é um sistema diferente e sinceramente acho que os jogadores estiveram bastante bem, tanto na primeira como na segunda parte. Tivemos vários momentos interessantes com bola, faltou-nos um pouco mais de presença na área, mas em termos de controle e posse de bola, acho que estivemos muito bem.
Francesco Farioli, depois da vitória frente ao Académico de Viseu, o Futebol Clube do Porto volta assim a marcar presença na final four da Taça da Liga, depois da época passada ter sido eliminado pelo Vitória Sport Clube de Guimarães. Os Dragões vão defrontar o vencedor do Benfica-Gil Vicente, que acontece esta quinta-feira. Do outro lado, Bruno Pinheiro, técnico dos Viriatos, lamenta que o jogo tenha ficado decidido por uma grande penalidade, mas mostra-se muito orgulhoso do trabalho da equipa.
O jogo acaba por ser decidido num lance, sendo pênalti ou não, numa grande penalidade. E isso acho que diz tudo do comportamento do Académico. Penso que fizemos um jogo interessante uma vez mais, comparando as potencialidades da equipa. Acho que fizemos um jogo muito competente.
A reação de Bruno Pinheiro à derrota contra o Futebol Clube do Porto. Os Dragões seguem assim em frente na Taça da Liga. Ponto final neste jornal da 01:00. A informação regressa em formato de síntese à 13h30. Até lá.
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