'Futebol sempre viveu sem bets', diz ministro dos Esportes; governo planeja se reunir com clubes para discutir medidas

Objetivo do encontro é calcular os impactos da proibição das apostas no futebol. Sites e aplicativos de bets deverão sair do ar até 6 de outubro.
Em meio à reação negativa dos clubes brasileiros a Medida Provisória que proibiu as bets no país, o governo federal planeja uma reunião com representantes dos times para entender as demandas abertas com o corte dos sites de apostas. A previsão é de que o encontro aconteça na próxima semana.

Governo planeja reunião com clubes de futebol sobre bets
O encontro está sendo costurado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, que antecipou que o governo pretende ouvir os times e avaliar como pode contribuir para evitar possíveis prejuízos.
Apesar do valor expressivo, Paulo Henrique afirma que "o futebol sempre viveu sem as bets".
Ministro dos Esportes, Paulo Henrique Perna Cordeiro — Foto: Henrique Barrios/Ministério do Esporte
Grandes times se posicionaram contra a medida do governo. Numa publicação que gerou críticas da torcida, o Flamengo afirmou que "não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório".
O clube carioca recebe R$ 268,5 milhões por temporada de um site de apostas. O Fluminense, que recebe R$ 52 milhões no mesmo padrão de contrato, defendeu um "período de transição adequado".
O mesmo prazo valerá para a retirada de peças e ações de publicidade e remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Antes da confirmação da proibição, as empresas de apostas on-line pressionaram os clubes com notificações sobre a possibilidade de rescisão dos contratos.

Governo Lula anuncia proibição das bets no Brasil a 9 dias das eleições
Governo anuncia proibição das bets no Brasil 3 anos após ter regulamentado as empresas de apostas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer.
Explorar ou operar as chamadas 'apostas de quota fixa', por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.
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