SP confirma 41 casos de sarampo; 75% dos infectados não se vacinaram
São Paulo chegou a 41 casos confirmados de sarampo em todo o estado. Foram contabilizados 37 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André. Nenhum dos pacientes morreu em decorrência da doença até o momento.
Entre os 41 casos confirmados, 31 ocorreram em pessoas sem registro de vacinação contra o sarampo ou que apresentavam um esquema vacinal incompleto, ou seja, cerca de 75%. Além disso, cerca de 61% dos casos foram registrados em crianças menores de 2 anos.
A cobertura vacinal contra o sarampo apresentou crescimento no estado ao longo de 2026. A cobertura da primeira dose passou de 86,56%, em abril, para 93,24%, em julho. A segunda dose avançou de 72,72% para 78,37% no mesmo período.
A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas.
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Monitoramento do sarampo
São Paulo monitora as cadeias de transmissão do sarampo identificadas no estado desde junho e acompanha a possibilidade de interrupção da transmissão já em alguns municípios.
No entanto, para que uma cadeia seja considerada encerrada, é necessário completar 12 semanas sem novos casos relacionados, contadas a partir do início das manchas vermelhas na pele, chamadas de exantema, do último paciente confirmado.
A primeira cadeia identificada neste ano, registrada entre março e abril e associada a dois casos importados, já foi encerrada após o cumprimento desse período sem novos registros relacionados. Quanto as cadeias identificadas em junho, julho e agosto permanecem em monitoramento.
Contexto epidemiológico
O Brasil segue com a eliminação da transmissão endêmica do sarampo, mesmo com a confirmação de casos em São Paulo, no Amazonas e no Rio de Janeiro.
Quem pode se vacinar?
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses.
- Pessoas de 15 meses a 29 anos: duas doses comprovadas, com intervalo mínimo de 30 dias.
- Pessoas de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose comprovada.
- Trabalhadores da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade.
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