Abertura da Praça do Redondo pode transformar Barra Funda na "Gleba Palhano", diz arquiteto

Antes e depois da - Foto: MONTAGEM/TNONLINE
O projeto para abrir e revitalizar a Praça Interventor Manoel Ribas, a Praça do Redondo, pode transformar a região da Barra Funda em uma espécie de “Gleba Palhano” de Apucarana (PR). A afirmação é do arquiteto Leonardo Britici, autor da proposta idealizada há 26 anos e apresentada a três gestões anteriores. A intervenção envolve abrir uma via em meio à praça, estender a Avenida Curitiba e ampliar o estacionamento. O projeto é oferecido como cortesia ao município com o objetivo de destravar a Barra Funda, local onde Apucarana começou e que, segundo o arquiteto, está estagnado, além de valorizar o Novo Centro Empresarial da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), em fase de construção no cruzamento das ruas Irmã Eleutéria e Guarapuava.
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Ao todo, foram desenvolvidos seis modelos para o local. Na avaliação de Britici, a versão mais adequada é a que corta a praça em linha reta, prolongando a avenida e transformando a praça em um formato de meia-lua. Essa opção também prevê a criação de um calçadão em frente ao Shopping Centronorte, com ampla arborização e aumento significativo no número de vagas de estacionamento aberto. O arquiteto argumenta que a mudança traria ganhos comerciais imediatos, melhorando o fluxo de pessoas e veículos. A modernização do entorno também dialoga diretamente com a construção da nova sede da Acia, que será o maior edifício comercial da região, projetado pelo arquiteto Leonardo Britici.
Incentivo à verticalização
Além do varejo, a construção civil seria o setor mais impactado. Principal centro econômico nas primeiras décadas de Apucarana, a Barra Funda possui vias largas, terrenos planos e diversos barracões que podem dar lugar a grandes empreendimentos verticais, abrindo um novo eixo residencial. Segundo Britici, a área central está atualmente engessada, e o projeto faria a cidade “esticar” e se conectar de forma mais eficiente.
“Vai ser a nova Palhano, onde Apucarana vai crescer mais. Já fui procurado por construtores que afirmaram que, se o projeto sair do papel, vão construir novos edifícios naquela região. Se abrir, serão muitos”, afirma o arquiteto. Ele cita como exemplo o sucesso de um edifício residencial construído no Bairro 28, cujas unidades se esgotaram em menos de 30 dias após a simples abertura de uma rua adjacente na praça 28. O primeiro edifício em construção no bairro 28 foi projetado pelo arquiteto Leonardo Britici, que informou que está projetando outro edifício nesta região.
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Para que a obra saia do papel, o arquiteto explica que o próximo passo é a realização de um levantamento topográfico atualizado por parte da prefeitura, detalhando a localização de fontes e árvores. O objetivo é executar o projeto sacrificando o menor número de espécies possível, com replantio e realocação da flora local. Britici, que foi o primeiro arquiteto nacional a receber um selo de excelência na área, aguarda um contato oficial da Secretaria de Obras para dar andamento aos estudos. “É um presente para a cidade. Dou essas sugestões para ver Apucarana crescer”, conclui.
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