16h. André Ventura vai ser o Presidente da CPI a Luís Neves
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Vamos às notícias. Jornal das quatro, com edição do José Rafael Lopes. José, André Ventura vai ser o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves.
Anúncio feito pelo líder do Chega numa conferência de imprensa em Coimbra. André Ventura vai assumir a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária entre 2018 e 2026 e às eventuais responsabilidades dos governantes que tutelaram durante esse período. André Ventura garante imparcialidade neste processo e promete não colocar obstáculos à intervenção das restantes forças políticas.
Esta comissão de inquérito vai efetivamente cumprir o seu papel de investigar até o fim, sem medo, independentemente das consequências e independentemente de quem sejam os visados, tudo e todos os factos que apuramos em relação a Luís Neves, procurando garantir que, evidentemente, todos os partidos que nela tenham assento terão uma voz e terão um lugar, que todos aqueles que entenderem e todos os partidos, para lá do Chega, que entenderem levar a cabo outras recolhas de prova, outras audições de testemunhas ou de outros participantes, não haverá da parte do Chega nenhum bloqueio, nenhum obstáculo a que isso aconteça.
Palavras do líder do Chega em Coimbra sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito ao ministro da Administração Interna imposta pelo partido. André Ventura diz ainda que quer ver rapidamente constituída a comissão para que na próxima semana possam já começar os trabalhos.
O Presidente da República defende que o interior precisa de políticas públicas de investimento para que o país possa ser mais equilibrado.
António José Seguro esteve em Penamacor durante a inauguração de uma nova creche que custou mais de € 1 milhão, comparticipados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, mas também pelo município. Este projeto, que vai aumentar o número de vagas de 25 para 50 crianças, é visto pelo Presidente da República como um sinal de esperança. António José Seguro lembra que há futuro no interior e deixa esse apelo ao investimento.
Os mesmos milhões no interior para projetos estruturantes têm uma rentabilidade e um benefício para as pessoas e para os territórios muito maior do que noutras zonas do país. Portanto, aquilo que se pede é que haja agora um reequilíbrio desses investimentos e que se olhe para todo o conjunto do território nacional. Isso para nós e na minha perspectiva, é essencial.
O Presidente da República, que se emocionou ao relembrar que nasceu em Penamacor e garante que não esquece as raízes.
Voltar a Penamacor é hoje voltar a uma parte de mim. A vida levou-me por outros caminhos, mas há lugares de onde nunca verdadeiramente partimos. Hoje volto com emoção e com muita gratidão a todos vós, aos meus pais, aos meus irmãos, à minha família. Trago comigo a memória de onde vim e a responsabilidade de servir todos os portugueses, porque podemos ir muito longe, mas nunca devemos esquecer o lugar onde aprendemos a dar os primeiros passos.
As palavras de António José Seguro, que afirma que não há territórios dispensáveis em Portugal continental. Aqui registos da RTP Notícias.
Eurico Brilhante Dias recusa a ideia de que o PS esteja a passar um cheque em branco ao governo. Isto depois de o PS ter dito que vai viabilizar o Orçamento do Estado para o próximo ano em prol da estabilidade política.
No ano passado, José Luís Carneiro esperou até viabilizar o documento ao dizer que se recusava a passar um cheque em branco ao executivo. Desta vez, a decisão do PS vem mais cedo, mas a entrevista à SIC, o líder do grupo parlamentar do partido explica que estão a colocar primeiro a estabilidade do país.
Nós definimos quatro pressupostos. Tivemos uma reunião com o governo e definimos que a organização dos nossos trabalhos seria sempre em função do conhecimento.
Mas qual é a pressa? O Orçamento vai ser apresentado no final desta semana.
A estabilidade política é um elemento central e, portanto, nós poderíamos ter esperado mais uma semana ou mais duas. O que o secretário-geral do Partido Socialista disse foi: as quatro condições estavam preenchidas e que perante esse preenchimento, estaria em condições de propor a abstenção para garantir a continuidade desta legislatura.
Entretanto, um dos pontos mais fundamentais para a decisão dos socialistas foi o compromisso do governo com o tema da revisão constitucional. O líder da bancada parlamentar do PS admite que gostava de ver o processo concluído já no próximo ano.
O processo de revisão constitucional não tem que ser um processo que demora um ano. Acho que temos condições de fazer um trabalho de revisão constitucional que garanta que durante o ano 2027 esse processo é encerrado. É a primeira questão que devo dizer.
Seria mesmo muito rápido.
Não seria muito rápido. Depende da aproximação que temos à revisão constitucional.
Eurico Brilhante Dias, em entrevista na SIC Notícias.
E há um novo cartaz de apoio a Cristiano Ronaldo, que foi afixado agora na cidade do Porto.
Ontem tinham sido colocados dois junto à Cidade do Futebol e outro na segunda circular. Agora surge um terceiro na rotunda do Nó de Francos, na cidade do Porto, local onde Portugal amanhã joga com a Noruega. O cartaz foi afixado por Fernando Maia, uma informação confirmada ao Observador pelo próprio. Ele, que é dono de uma empresa de outdoor, já tinha sido responsável pela colocação dos cartazes de apoio a Cristiano Ronaldo em Lisboa. Há, no entanto, uma alteração face aos cartazes de ontem. Foi retirada a frase "ego inflamado" que aparecia na parte direita do cartaz, em referência a Jorge Jesus. Às 17h, há conferência de imprensa do selecionador nacional e também de um jogador da seleção portuguesa. Segue-se depois o treino a partir das 18h. Antes de amanhã, Portugal medir forças com a Noruega. O apito inicial do jogo no Estádio do Dragão está marcado para as 19h45.
Em Valência, os protestos pelo direito à habitação terminaram em tensão em frente ao Palácio das Artes Rainha Sofia.
Os desacatos entre manifestantes e forças de segurança aconteceram quando a marcha alcançou a Cidade das Artes e das Ciências em Valência. Segundo informações recolhidas durante os protestos, os agentes da polícia foram obrigados a intervir para impedir o acesso dos manifestantes ao Congresso Imobiliário, tendo para isso recorrido ao lançamento de gás lacrimogéneo e utilizado balas de borracha contra a multidão. Alguns dos participantes na marcha conseguiram, ainda assim, entrar no edifício, mas a grande maioria acabou por se dispersar nos confrontos com a polícia. As manifestações pela habitação estão a acontecer em mais de 50 cidades em toda a Espanha. Isto depois do Parlamento Espanhol ter chumbado as propostas do governo de Pedro Sánchez, que impediam despejo de inquilinos em situações mais vulneráveis. Em Madrid, pelo menos 70 mil pessoas marcham em direção à Praça Cibeles, segundo as autoridades. Os organizadores do protesto apontam para 500 mil pessoas e apelam a uma greve geral para acabar com o negócio da habitação em Espanha.
E no dia em que o povo sai à rua para protestar, o líder da oposição pede eleições antecipadas ao executivo de Sánchez.
Alberto Núñez Feijóo diz que o governo está em agonia e que o país não aguenta mais. Apela, por isso, a eleições antecipadas para que os eleitores espanhóis possam decidir o futuro do país. O líder do Partido Popular destaca ainda os problemas na habitação como um símbolo do fracasso do atual executivo e afirma, Feijóo, que se for eleito, vai dar prioridade a essa questão.
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