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Wednesday, November 4, 2026

Eleições nos EUA: político em ascensão entre os democratas, Jon Ossoff é reeleito para o Senado pela Geórgia

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Aos 39 anos, ele é frequentemente comparado com Obama em estilo e carisma. Num comício na quarta-feira passada, o ex-presidente derramou-se em elogios ao candidato:

“Não é só porque ele é tão bem-apessoado. Não é porque ele se parece com um Kennedy, todo charmoso nos vídeos. É porque ele aprendeu com seu mentor e meu mentor – um dos grandes: John Lewis", afirmou, referindo-se ao líder dos direitos civis.

Ossoff vive um momento de grande popularidade. Foi dele o comentário que expôs o suposto vínculo entre o presidente Trump e sua assistente Natalie Harp e viralizou nas redes sociais. Por enquanto, ele diz não ter interesse nas eleições para a Casa Branca, mas uma pesquisa recente apontou que ele venceria o vice-presidente JD Vance e o secretário Marco Rubio, num eventual confronto em dois anos.

Sua campanha para o Senado centrou-se em ataques a Trump pela maneira como o presidente conduziu a guerra contra o Irã e lidou com os arquivos de Jeffrey Epstein.

“Enquanto o presidente corrupto e sua família corrupta arrecadam bilhões do mundo todo, você paga mais por tudo. Eles dobraram seus prêmios de seguro e cortaram o Medicaid para reduzir os impostos para os ricos, nos levaram à guerra com mentiras e passaram a maior parte do ano passado acobertando o pedófilo mais famoso do mundo”, resumiu o candidato, num de seus comícios.

Primeiro senador judeu da Geórgia e o mais jovem da Casa, ele criticou Israel e votou contra a venda de armas ao país durante a guerra em Gaza, levantando a desconfiança de parte da comunidade judaica.

Ele atacou o rival Mike Collins por vínculos com a extrema direita: o deputado foi alvo de uma investigação do Comitê de Ética da Câmara e de denúncias de postagens antissemitas e supremacistas feitas por seu genro.

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