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Friday, August 21, 2026

Campanha de Flávio sobe tom contra Hugo, que cola em Lula por eleição local

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A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) subiu o tom contra Hugo Motta (Republicanos-PB), num momento em que o presidente da Câmara dos Deputados se aproxima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de olho nas eleições da Paraíba.

Nesta quinta-feira (20), mesmo dia em que Hugo viajou com Lula ao Rio Grande do Norte, a campanha de Flávio disse que o presidente da Câmara “despreza histórico de combate ao crime organizado” do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa de Flávio, ao negar a ele proteção da Polícia Legislativa durante as eleições.

Hugo Motta é do Republicanos — um dos principais partidos do centrão —, que optou pela neutralidade na disputa presidencial, apesar dos esforços de Flávio para atrair o grupo. O parlamentar, inclusive, teria articulado para manter a sigla neutra, segundo fontes.

A aproximação rendeu gestos públicos. O presidente e candidato à reeleição abraçou e deu um beijo em Motta quando o presidente da Câmara terminou seu discurso.

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Os quadros do partido estão liberados para definir quem apoiam ao Palácio do Planalto. Hugo já afirmou que apoiará a reeleição de Lula, enquanto o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, disse que apoiará Flávio em São Paulo, por exemplo.

O presidente da Câmara quer ver o pai, Nabor Wanderley (Republicanos), eleito ao Senado pela Paraíba — e tenta atrelá-lo a Lula. O mandatário acena ao candidato, mas volta a carga em apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) no estado.

No Congresso, Lula ainda pede o empenho tanto de Hugo quanto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para a aprovação da Medida Provisória que acaba com a chamada "taxa das blusinhas", visando ganhos eleitorais. Para tal, o mandatário entrou diretamente na cobrança das articulações.

O texto está numa comissão mista, onde precisa ser votado. Depois, também precisa passar por votação nas duas Casas, num prazo que se torna curto tanto pela validade da medida quanto pelo primeiro turno eleitoral, em 4 de outubro. A previsão dos parlamentares é que só haja mais uma semana de trabalhos no Congresso antes das eleições.

Entenda negativa da proteção da Câmara a Gaspar

Em ofício datado de 13 de agosto, Gaspar pediu a Hugo que autorizasse a formação de uma equipe de segurança, sob o comando de um servidor específico da Polícia Legislativa, para atuar em sua proteção pessoal ao longo da campanha presidencial. Hugo, porém, indeferiu o pedido nesta semana com base em argumentos técnicos da Polícia Legislativa, segundo o documento com a resposta.

Em nota enviada à CNN Brasil, a Câmara informou que as regras de segurança previstas em ato da Mesa da Casa são destinadas a situações de risco relacionadas ao exercício do mandato ou à atuação institucional do parlamentar. A candidatura a um cargo eletivo, como é o caso, portanto, não se enquadra nessas hipóteses.

Além disso, a Câmara afirmou que o pedido não apresentou os requisitos necessários para justificar a proteção. O órgão também cita decreto de 2008 que estabelece que a segurança dos candidatos à Presidência da República deve ser feita por agentes da Polícia Federal a partir da homologação das candidaturas em convenção partidária.

A assessoria da campanha afirmou que Gaspar não pretende recorrer da decisão e que vai “confiar na avaliação” do presidente da Câmara. O vice de Flávio foi promotor de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas. Agora, na campanha, tem enfatizado discursos de combate à corrupção, ao crime organizado e a críticas ao governo Lula pela crise no INSS.

“Não vou recorrer da decisão do presidente da Câmara. Agora vou confiar na avaliação do Hugo Motta de que não corro nenhum risco. Estarei nas ruas continuando meu combate ao crime organizado e à corrupção com minha coragem e a proteção de Deus”, disse Gaspar, em nota.

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