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Saturday, November 7, 2026

As notícias das 12h

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Jornal do Meio-Dia. Começamos com essa semana marcada por ciberataques. O ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança e o diretor de comunicações e cibersegurança do INOV consideram que Portugal não está preparado para responder a estas novas ameaças.

Está mal preparado, é o que referem na Rádio Observador. Aconteceu no Explicador, na última hora. A guerra híbrida e as ameaças de ciberterrorismo foram temas do Explicador desta manhã. Nelson Scravagna, diretor de comunicações e cibersegurança do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores e Inovação, é categórico: Portugal devia estar mais bem preparado.

Não vou dizer que estamos muito pior que o resto da Europa. Estamos todos mal. Estamos mal em questões de competências, porque temos poucas competências. Estamos mal, principalmente nas pequenas e médias empresas e na administração pública. Ou seja, a administração pública, também por condicionantes do seu próprio funcionamento, tem limites à contratação de especialistas, por isso tem muito poucos especialistas. E se olharmos, tem uma grande capilaridade do ponto de vista territorial. Temos municípios que estão extremamente mal.

Nelson Scravagna no Explicador desta manhã, na Rádio Observador, onde esteve também o ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança. Pedro Veiga classifica a fraca cultura de segurança em Portugal como preocupante.

O nosso país, eu diria que está, como em muitos outros indicadores, com exceção do futebol, está abaixo da média europeia. Não investimos o suficiente, não há uma cultura de segurança e isso é bastante preocupante.

O coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, o ex-coordenador, Pedro Veiga, no Explicador das Manhãs 360, diz também que é difícil identificar os autores dos ciberataques, mas garante que o objetivo é causar alarme social.

A fronteira entre o que se está a verificar neste momento no cibercrime ou na ciberguerra não é fácil, porque também é difícil identificar os protagonistas. Neste caso particular, é algo que foi muito intenso e é basicamente provocar o medo das populações e alarme social. Por exemplo, eu pergunto quantas pessoas com medo não terão cancelado as suas viagens de avião.

Sendo que na Rádio Observador, Nelson Scravagna, do INOV, diretor de comunicações e cibersegurança do INOV, afirma que a inteligência artificial tem estado a facilitar este tipo de ataques.

Hoje é muito mais fácil explorar uma vulnerabilidade com a inteligência artificial, os grandes modelos de linguagem que estão disponíveis a praticamente qualquer ator. Hoje em dia, qualquer entidade com umas centenas de milhares de euros consegue ter um servidor para ele próprio realizar ataques. Nós realizamos investigação no INESC nesse sentido e temos casos de sucesso de explorar vulnerabilidades com o uso de inteligência artificial. Torna-se muito fácil explorar uma vulnerabilidade sem necessitar ter o conhecimento.

Nelson Scravagna no Explicador desta manhã, juntamente com Pedro Veiga, o ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança. Falamos sobre este tema num dia em que o Observador avança também que as autoridades portuguesas estão em alerta elevado perante as ameaças de bomba que marcaram os últimos dias na aviação e também perante os casos de ciberataques que marcaram esta última semana, com a informação também de que foi o FBI a avisar a PSP para o risco existente em voos da TAP.

Carlos Moedas insiste na instalação do mercado de Natal na Praça do Rossio e dá três alternativas à acampada de Lisboa. Já a defesa de Renata Cambra avançou com uma providência cautelar para suspender essa decisão da autarquia.

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP emitiu um parecer. Esse parecer refere que não é possível conciliar o mercado de Natal e os protestos pela habitação no Rossio a nível de segurança. Perante esse parecer, a autarquia avisou a acampada de que teria de ser deslocada para outro local, tal como estava previsto na decisão do tribunal. E Carlos Moedas deu três alternativas: o Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz e a Praça dos Restauradores. Renata Cambra não gostou dessa intenção da autarquia e pediu mais esclarecimentos.

Disse que saiu o despacho a dizer que a acampada de Lisboa teria que sair para um sítio alternativo, que esse era o despacho da câmara, estava lá também o parecer da PSP, e que então a polícia, em algum momento, sem também dizer quando, teria que intervir caso não nos retirássemos. A questão é que, como está explicado, a sentença do tribunal diz que em primeiro lugar, a câmara tem que tentar compatibilizar. E se não compatibiliza, se é manifestamente impossível, tem que mostrar por quê. E nós pedimos então quais é que eram as soluções e por que elas não são viáveis. E a câmara não deu essa resposta.

A câmara baseia-se no parecer da Câmara Municipal de Lisboa, que indica que não é possível conciliar o mercado de Natal e os protestos pela habitação, sendo que a autarquia apresentou também essas alternativas, cumprindo a decisão do tribunal, que diz que se for inviável a coexistência da acampada com o mercado Natal, deve ser disponibilizada a localização alternativa próxima ou contígua. Na análise a este tema, o redator principal do Observador, Luís Rosa, reconhece que há um impasse neste momento e diz que a decisão da juíza criou problemas para o que pode ser agora a atuação da polícia perante este impasse.

A decisão da juíza também promoveu alguma insegurança jurídica, porque ao mesmo tempo que toma essa decisão da interpretação ser inconstitucional, ela está a usar, a autorizar a PSP e ao mesmo tempo está a dizer à PSP que tem que fiscalizar as suas condições e tem que, por exemplo, também fiscalizar a questão do mercado Natal. A pergunta que eu coloco é simples: como é que a PSP, desautorizada que foi pela juíza, vai agora retirar os manifestantes dali? Com outra carga policial? Não faz muito sentido. Carlos Moedas notificou a PSP da decisão que tomou. Ou seja, Carlos Moedas está a dizer à PSP: "Foi esta a decisão que eu tomei, eu tenho competência para tomar esta decisão, o próprio tribunal legitima a minha decisão, a PSP no parecer que deu também tem exatamente o mesmo entendimento. Portanto, agora, se faz favor, executem esta decisão".

Entretanto, os manifestantes já sugeriram que o mercado natal passe para outro local da cidade e a Polícia Municipal já avisou, nas últimas horas, os manifestantes que vai cumprir com o despacho de Carlos Moedas.

Também no Porto, a acampada recusa sair da Praça Dom João I para dar lugar a eventos natalícios.

O pedido foi feito por e-mail, um e-mail que foi recusado pela acampada do Porto. E isto acontece porque a autarquia quer iniciar trabalhos de montagem de uma pista de gelo na Praça Dom João I a partir de 13 de novembro. Os manifestantes não alinham com essa intenção da autarquia e aqui há também um impasse.

Falamos agora de constrangimentos na saúde. O autarca de Portimão diz que as mortes por alegada falta de atendimento no hospital da cidade são graves. Álvaro Bila fala de um novo caso, um doente que terá estado cerca de 24 horas sem observação médica.

Junta-se à morte de um homem de 87 anos que esteve alegadamente 12 horas à espera de atendimento médico. A isto juntam-se outras denúncias de enfermeiros do hospital de Portimão sobre graves problemas de organização e funcionamento do serviço. Álvaro Bila pede que estas denúncias sejam levadas a sério e deixa críticas à falta de meios, organização e coordenação que coloca em risco a segurança de doentes. São já duas mortes por atrasos no atendimento no hospital de Portimão. O autarca pediu ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve e ao Ministério da Saúde que se apurem responsabilidades. Pede também medidas urgentes para garantir o normal funcionamento do hospital de Portimão.

Tempo agora para outras notícias, também em destaque a esta hora.

A Guarda Civil Espanhola estima que 88 mil migrantes regressaram a Marrocos depois da entrada massiva em Ceuta no final de julho. Isto é o que indica um relatório divulgado hoje pela Agência de Notícias EFE, e é um número que acaba por ser superior ao que foi divulgado pelo governo durante essa crise em Espanha. O pai de Meghan Markle vai ficar em prisão domiciliária. É acusado de posse de material de abuso sexual de menores. A decisão foi conhecida hoje, após Thomas Markle ter sido presente a um juiz. O pai da duquesa de Sussex foi detido ontem na Flórida, na sequência de uma denúncia federal, confirmou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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