Mulher espanhola faleceu aos 117 anos; cientistas estudaram seu corpo, e os resultados concluíram que ela venceu na loteria genética
María Branyas Morera, uma das pessoas mais velhas do mundo, se tornou uma supercentenária após ultrapassar os 110 anos de idade. A idosa espanhola viveu até os 117 anos e morreu em agosto de 2024. Durante seus últimos anos de vida, cientistas analisaram seu genoma em busca de pistas que ajudassem a compreender os mecanismos biológicos por trás de sua extraordinária longevidade.
No estudo, publicado na revista Cell Reports Medicine, eles concluíram que Branyas viveu tanto tempo porque "ganhou na loteria genética". Ela possuía genes que a protegiam contra doenças comuns relacionadas à idade e, ao mesmo tempo, seguia um estilo de vida e dieta saudáveis.
"Ela nunca fumou, nunca bebeu álcool, gostava de trabalhar até onde conseguiu... Ela vivia no campo, fazia exercícios moderados (principalmente caminhando uma hora por dia)... Ela tinha uma dieta que incluía azeite, estilo mediterrâneo, e, no caso dela, iogurte", disse à CNN Manel Esteller, pesquisador do Instituto de Pesquisa em Leucemia Josep Carreras em Barcelona, Espanha, e coautor do estudo.
De abrigo medieval a sinônimo de caos: a história do hospital psiquiátrico mais antigo do mundo que escondia uma realidade sombria sob suas fundações Idosa perde casa em terremoto e constrói outra de 10 metros quadrados com garrafas plásticas Como aplicar bicarbonato de sódio e óleo de amêndoas para esfoliar os pés ressecados e garantir calcanhares macios e hidratados na rotina de cuidados
Se houvesse algo ligeiramente incomum no estilo de vida de Branyas, poderia ser o seu consumo de iogurte, já que ela comia três porções por dia. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que, juntamente com o resto da sua dieta, este hábito manteve o microbioma intestinal semelhante ao de uma pessoa muito mais jovem e reduziu os níveis de inflamação.
Outra descoberta surpreendente dos cientistas veio por meio dos relógios epigenéticos, que medem o que acontece no interior do organismo, descartando os anos desde o nascimento. Eles apontaram que a estimativa média de idade da idosa era, aproximadamente, duas décadas mais jovem.
A equipe também identificou um gene associado à função imunológica e à retenção cognitiva, um gene que influencia a eficiência com que o corpo metaboliza gorduras e outro gene associado à saúde do cérebro e a doenças cardíacas relacionadas à idade.
Caso não define um padrão
Mas Claire Steves, professora de envelhecimento no King's College London, que não esteve envolvida no estudo, alertou contra tirar conclusões generalizadas deste estudo, que se concentra em apenas uma pessoa, já que o processo de envelhecimento é diferente para cada um.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.