Flávio Bolsonaro pede suspeição de Dino em casos sobre eleições, Lula e o próprio senador
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu nesta quarta-feira (30) ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, a suspeição de Flávio Dino para tratar de processos relativos ao candidato à Presidência, e também ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à disputa presidencial.
No pedido, os advogados do congressista afirmam haver relação de amizade íntima há cerca de três décadas entre Dino e o petista.
"Essa relação precede a toga e a ela, infelizmente, sobreviveu, de forma que compromete a imparcialidade de Sua Excelência para julgar causas que envolvam o Presidente da República e, consequentemente, as eleições presidenciais de 2026 e o Peticionário, principal adversário do atual Presidente na disputa", dizem os representantes do candidato.
Como mostrou o Painel, aliados de Flávio temem que uma ação em curso no Supremo sob relatoria de Dino seja usada pela campanha de Lula para manobras no segundo turno ou mesmo para não reconhecer eventual vitória do senador do PL.
A peça é a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 1.178, originalmente impetrada pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) para questionar a possibilidade de municípios abrirem ações judiciais em outros países por danos ocorridos no Brasil.
O caso mencionado pela entidade é um processo movido em Londres por prefeituras contra mineradoras estrangeiras, em razão do desastre de Mariana, em 2015.
Dino é visto como um aliado do presidente na corte. Nesta terça-feira (29), o ministro recebeu um telefonema de Lula durante um evento em Belém para sancionar uma lei na área da saúde surgida a partir de um projeto apresentado por Dino quando era senador.
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