InquirerCaloocan LGU offers free mental health services to constituentsESPN DeportesAsí seguimos la victoria de Verstappen en el GP de SingapurESPNRanking the final four teamsRTP DesportoI Liga. Rio Ave-NacionalPunch2027 gov list: PDP engages INEC over omission of Adebutu, Pantami, othersThe Jerusalem PostHackers use security cameras to track troops, military targets in Israel, Ukraine - reportZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioScreen Rant7 Secondary-World Fantasy Series That Deserve More AttentionCapital FMRuto Sets April 2027 Deadline for Rironi-Mau Summit HighwayWirtualna PolskaBraun ostro o ludziach prezydenta. Wyciekły taśmyBusiness AMNoord-Korea dreigt met vergelding na Amerikaans rapport en voert nucleaire druk opRTL BoulevardADO Den Haag houdt met tien man stand bij Telstar en pakt punt
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, October 11, 2026

Lula perdeu votos para a abstenção, e não para Flávio Bolsonaro, diz Lavareda

Translate
RESUMO +

O cientista político Antônio Lavareda avalia que a abstenção de eleitores com menor escolaridade foi determinante para o desempenho de Lula no primeiro turno das eleições de 2026. Em entrevista ao Eleições em Pauta, da EXAME, ele afirmou que o presidente perdeu apoio nas urnas sem que esses votos necessariamente migrassem para Flávio Bolsonaro ou outros candidatos.

A abstenção eleitoral foi um dos principais fatores para o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições de 2026, segundo o cientista político Antônio Lavareda.

Na avaliação do especialista, Lula perdeu votos principalmente entre eleitores com menor escolaridade, grupo em que registrava maior intenção de voto nas pesquisas, e não por uma transferência direta de apoio para Flávio Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao programa Eleições em Pauta, da EXAME, Lavareda afirmou que a diferença entre as pesquisas de intenção de voto e o resultado das urnas pode ser explicada, em parte, pelo perfil dos eleitores que deixaram de comparecer à votação.

O cientista político destacou que os candidatos alternativos aos dois principais concorrentes tiveram, em conjunto, desempenho semelhante ao registrado em 2022. Por isso, considera que a abstenção é uma explicação relevante para a diferença observada no desempenho de Lula.

"Se os eleitores que o Lula perdeu não foram para outros candidatos, se os eleitores que o Lula perdeu não foram para Flávio Bolsonaro, por óbvio. Para quem foram esses eleitores? Foram para a abstenção mais uma vez", afirmou Lavareda.

Como a abstenção afetou Lula no primeiro turno?

Segundo Lavareda, a taxa de abstenção chegou a 21,08% do eleitorado no primeiro turno, um aumento de 0,13 ponto percentual em relação a 2022.

O especialista destacou que, apesar da pequena variação na taxa geral, a distribuição da ausência entre diferentes grupos do eleitorado pode ter afetado de maneira desigual os candidatos.

"A abstenção é um fenômeno que se correlaciona negativamente com escolaridade, ou seja, quanto menos escolaridade, mais abstenção. Quanto mais escolaridade, menos abstenção", afirmou.

De acordo com Lavareda, essa relação já havia sido identificada na eleição presidencial anterior. Ele acrescentou que pesquisas apontavam Lula com mais de 50% das intenções de voto entre eleitores com escolaridade até o ensino fundamental completo.

Para o cientista político, a combinação entre maior abstenção nesse segmento e a concentração de apoio a Lula ajuda a explicar por que o presidente teve desempenho inferior ao indicado por levantamentos de intenção de voto.

O que a abstenção significa para o segundo turno?

A redução da abstenção é um dos desafios da campanha de Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, marcado para 25 de outubro. Segundo Lavareda, o presidente precisa tentar mobilizar eleitores que não compareceram às urnas na primeira votação, embora considere difícil uma mudança expressiva no índice de participação.

"É difícil? É difícil. É possível? É possível. Em 2022, conseguiram isso; mais de 550 mil eleitores participaram no segundo turno, não tendo votado. Mas foram só 550 mil eleitores", afirmou.

Para o cientista político, a experiência da eleição anterior mostra que é possível ampliar o comparecimento às urnas, mas o impacto dessa mobilização tende a ser limitado.

"É uma coisa possível, mas não se pode imaginar que vai haver uma grande, uma significativa diminuição da abstenção. Mas eles têm que tentar isso", disse.

Perguntas frequentes

Por que Lula teve menos votos do que indicavam as pesquisas? +

Segundo o cientista político Antônio Lavareda, a abstenção de eleitores com menor escolaridade, grupo em que Lula concentrava parte importante de seu apoio, ajuda a explicar a diferença entre as pesquisas de intenção de voto e o resultado do primeiro turno. Na avaliação dele, parte desses eleitores deixou de comparecer às urnas.

Qual foi a abstenção no primeiro turno das eleições de 2026? +

De acordo com os números citados por Lavareda na entrevista ao Eleições em Pauta, a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, um aumento de 0,13 ponto percentual em relação às eleições presidenciais de 2022.

Quais eleitores mais deixaram de votar, segundo Lavareda? +

O cientista político afirma que a abstenção é maior entre eleitores com menor escolaridade, especialmente aqueles com até o ensino fundamental completo. Segundo ele, pesquisas apontavam Lula com 52% das intenções de voto nesse segmento.

As pesquisas eleitorais erraram no primeiro turno? +

Lavareda diferencia pesquisas de intenção de voto de projeções de resultado. Segundo ele, a projeção de eleitores prováveis divulgada pela Quaest na véspera da eleição, que indicava Lula um ponto à frente, não se confirmou. O especialista afirma, porém, que quase todas as pesquisas de intenção de voto apresentaram resultados compatíveis com a margem de erro quando considerado o eleitorado total.

Qual foi a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno? +

Segundo os percentuais arredondados apresentados por Lavareda, Flávio Bolsonaro obteve 35% do eleitorado total, enquanto Lula registrou 34%. Esses números consideram todos os eleitores, inclusive os que não compareceram às urnas, e não representam os percentuais de votos válidos.

A abstenção pode diminuir no segundo turno? +

Lavareda considera possível ampliar o comparecimento às urnas, mas avalia que uma redução expressiva da abstenção é difícil. Ele citou a eleição de 2022, quando, segundo sua análise, mais de 550 mil eleitores votaram no segundo turno depois de não terem participado do primeiro. Para o especialista, mobilizar eleitores ausentes é um dos desafios da campanha de Lula.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.