Nepal envia alertas de celular para risco de novas inundações repentinas

Em Galchhi, pessoas buscaram pontos mais altos e observaram o rio passar com força, enquanto áreas ribeirinhas seguem cobertas por sedimentos. Casas, veículos e tratores agrícolas ficaram parcialmente soterrados, e parte de terraços de arroz à beira do rio cedeu após deslizamentos.
Enquanto isso, equipes de resgate trabalham para liberar a rodovia Prithivi, uma das principais ligações entre a capital Katmandu e as áreas mais atingidas. A estrada é rota importante para a entrada de alimentos e combustível na capital, mas precisa de reparos.
Inundações no Nepal
As enchentes repentinas da quarta-feira começaram depois do colapso de uma geleira em área alta do Himalaia, de acordo com cientistas. O deslizamento de rochas sob a geleira foi tão intenso que causou um tremor de magnitude 5,2 e, junto com água derretida, elevou o volume dos rios nos vales abaixo.
Número de mortos confirmados aumentou hoje nos dois países afetados pela inundação e chegou a 750. Das vítimas, 16 estão no Tibete e outras 734 no Nepal. Somados, os países têm mais de 3 mil desaparecidos.
Pontes de concreto e passarelas suspensas foram destruídas, dificultando o deslocamento entre comunidades em lados opostos do rio Bhotekoshi. O país estimou que o custo para reconstruir o que foi devastado pelas inundações chegue a R$ 25 bilhões.
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