Prefeitos que deixaram cargos para disputar eleição não conseguem ser eleitos no Acre; saiba quais

Três renunciaram às gestões municipais para tentar novos cargos eletivos, mas nenhum conseguiu vencer. Outros seis já eram ex-prefeitos e também não foram eleitos neste ano.
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Um total de 3 prefeitos do Acre que deixaram cargos para disputar as Eleições 2026 terminaram o pleito sem conquistar um novo mandato.
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Com as saídas, os vice-prefeitos Alysson Bestene, Sérgio Mesquita e Eraídes Caetano assumiram definitivamente as prefeituras de Rio Branco, Epitaciolândia e Acrelândia.
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Tião Bocalom ficou em 3º lugar para o governo estadual. Sérgio Lopes e Olavinho Boiadeiro também não obtiveram votos suficientes para a Aleac.
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Na contramão, o ex-prefeito Marcus Alexandre foi eleito deputado estadual pelo MDB com 12.872 votos, após derrotas em 2018, 2022 e 2024.
Sérgio Lopes, Tião Bocalom e Olavinho Boiadeiro renunciaram às prefeituras para tentar outros cargos — Foto: Reprodução
Três prefeitos que deixaram os cargos para disputar as eleições 2026 terminaram o pleito sem conquistar um novo mandato. Tião Bocalom (PSDB), de Rio Branco, saiu da prefeitura para concorrer ao governo, enquanto Sérgio Lopes (PL), de Epitaciolândia, e Olavinho Boiadeiro (Republicanos), de Acrelândia, tentaram uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).
Com a saída dos titulares, os vice-prefeitos assumiram definitivamente para completar o mandato iniciado em 2025. No caso da capital, Alysson Bestene (PP) passou a ser o prefeito, enquanto Sérgio Mesquita (Republicanos) assumiu em Epitaciolândia e Eraídes Caetano (Republicanos) foi empossado em Acrelândia.
Tião Bocalom, reeleito em 2024, deixou a Prefeitura de Rio Branco em abril deste ano para disputar o governo do estado. Ele ficou na terceira posição, atrás de Mailza Assis e Alan Rick, com 44.946 votos, o que equivale a 10,22% dos eleitores. Na cidade que geriu, ele também ficou em terceiro: foram 29.874 votos, atrás dos mesmos dois adversários.

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Sérgio Lopes ficou com 6.566 votos na disputa para deputado estadual, o que não foi suficiente para chegar à Aleac. Olavinho Boiadeiro conquistou 5.367.
Ex-prefeitos menos recentes também fracassaram
Se vitórias recentes em seus municípios não garantiram o próximo passo da carreira destes políticos, quem já havia saído das gestões municipais há mais tempo também não obteve sucesso no pleito deste ano.
- Leila Galvão (PP), prefeita de Brasiléia entre 2005 e 2012, buscou uma das oito vagas do estado para a Câmara Federal, alcançou 4.776 votos, mas não foi eleita.
- Já Maria Lucinéia (PL), ex-prefeita de Tarauacá, eleita em 2020 e derrotada nas urnas em 2024, também tentou, sem êxito, uma vaga na Aleac, com 2.615 votos.
- Kiefer Cavalcante (PL), eleito prefeito de Feijó em 2016 e 2020, obteve 6.400 votos mas não foi eleito.
- Assim como Isaac Piyako (PT), eleito em Marechal Thaumaturgo nos mesmos anos, que recebeu 5.292 votos, mas não se elegeu. Piyako foi o primeiro prefeito de origem indígena eleito em um município do Acre, e deixou o cargo em 2022 para buscar uma vaga na Aleac, e também não conseguiu naquela oportunidade.
- Bené Damasceno (PL), ex-prefeito de Porto Acre recebeu 3.068 votos também para deputado estadual. Os votos foram anulados sub júdice.
- Mazinho Serafim (União Brasil) teve expressivos 13.142 votos, e ainda assim não entrou para a Aleac. Ele foi prefeito de Sena Madureira por duas oportunidades, em 2016 e 2020.
Nem só de reveses vivem os ex-mandatários
Com a vitória, Marcus Alexandre será um dos dois nomes de seu partido na casa legislativa acreana, junto a Tanízio Sá.
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