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Thursday, September 10, 2026

Lista de convocados por Ancelotti continua apresentando lacuna no setor de meio-campo

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A ideia de renovação já era esperada, levando-se em consideração que a Seleção Brasileira novamente foi eliminada na fase de quartas de final do Mundial de 2026. A convocação foi dividida em três macros setores, ou seja, mescla atletas que estiveram presentes no grupo que disputou a Copa do Mundo, com outros que já fizeram parte do grupo em convocações anteriores e jogadores que nunca haviam sido lembrados em convocações passadas.

Dentre os que estavam presentes na Copa do Mundo estão Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Marquinhos (PSG), Wesley (Roma), Bruno Guimarães (Arsenal), Danilo Santos (Botafogo), Endrick (Real Madrid), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Vinicius Junior (Real Madrid).

Os oito jogadores que foram lembrados pela primeira vez são: os goleiros Pedro Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro); os defensores Arthur Dias (Athletico-PR), Jair Cunha Nottingham Forest), Matheuzinho (Corinthians) e Mauro Júnior (PSV); os meios-campistas Breno Bidon (Corinthians) e Gabriel Bontempo (Santos).

Mas, o ponto que chama a atenção nesta lista é que novamente, temos a presença de vários volantes versáteis como Breno Bidon e Gabriel Bontempo, por exemplo, mas nenhum deles atua sendo exclusivamente responsável por controlar a criatividade do meio-campo.

Observando-se a lista de convocados, a grande questão que fica em aberto é qual jogador será o responsável por fazer a ligação entre os setores de meio-campo e ataque. O único convocado que se aproxima dessa característica é Breno Bidon.

O atacante Estêvão (Chelsea) tem qualidades para jogar centralizado e poderá ser improvisado como articulador da faixa central do campo. Mas, a tendência é que seja montada uma formação parecida com a que atuou na Copa do Mundo de 2026, sem a figura do um camisa 10 clássico.

Como o próprio treinador já declarou isso não significa que seu esquema irá abolir a função de meio-campista que cadencia o jogo, uma vez que estamos em início de ciclo e a comissão técnica está em fase de observação e aberta a proceder alterações.

Matheus Pereira (Cruzeiro) e João Cruz (Athletico-PR) são meias exclusivamente responsáveis por municiar o ataque em seus clubes de origem e acredito que seriam boas opções para Ancelotti, uma vez que essa função está se tornando “artigo de luxo” não só no futebol nacional, como também no futebol mundial.

Outro nome que senti falta na lista foi o de Leozinho (Athletico-PR), pois é jovem e muito habilidoso. É um ponta extremamente técnico oriundo do futsal, que sabe trabalhar em espaço reduzido pela marcação adversária. É versátil, pois também tem qualidade para funcionar como um meia centralizado, o que poderia tornar a Seleção mais técnica e menos vertical.

Essa formação será montada para disputar três jogos, sendo dois contra a Seleção da Austrália e o outro contra a Seleção da Índia. A Austrália participou de sete edições de Copa do Mundo e em 2026 foi eliminada na segunda fase pela Seleção do Egito. Apesar de ter apresentado rendimento de 44 % na fase de grupos, praticamente empatada com a Seleção do Paraguai, apresentou desempenho menos relevante no Mundial.

Na teoria, essa primeira sequência de amistosos pós Copa não tende a ser de grande dificuldade para o Brasil, pois a Seleção da Índia também não tem histórico de sucesso no cenário mundial de seleções. Ocupa a posição 138 no ranking da FIFA e não possui nenhum atleta de destaque atuando nas grandes ligas europeias.

A tendência é que o elenco seja bastante alterado durante essa fase de reestruturação, uma vez que o processo de observação está somente no início e já trouxe nomes que nunca haviam sido lembrados e de jovens com potencial promissor.

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