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Sunday, October 11, 2026

Tentativas de fraude sobem pelo 3º mês seguido; veja 7 dicas para não ser vítima

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O segundo semestre costuma exigir atenção redobrada devido à aproximação de datas comerciais como Dia das Crianças, Black Friday e Natal. Nessa época, criminosos se aproveitam da alta demanda por compras para aplicar golpes digitais. E os números já têm aparecido.

Segundo um levantamento da Equifax BoaVista, em setembro, foi identificado um aumento de 5,1% em relação ao mês anterior no número de tentativas de fraudes.

Das 21,18 milhões de transações analisadas, o estudo mapeou quase 300 mil tentativas — no mês anterior, esse número era de 285 mil. Do total de transações analisadas, 1,42% foram investidas de golpes.

Em junho, esse índice era de 1,08%, enquanto em julho subiu para 1,21% e, agosto, para 1,37%. Ou seja, é o terceiro mês consecutivo de alta, após seis meses de queda.

“Com mais consumidores pesquisando ofertas, realizando compras e utilizando canais digitais, também surgem oportunidades que podem ser exploradas pelos fraudadores”, diz Juliano Manrique, superintendente de Produtos de ID & Fraud da Equifax BoaVista.

Ticket médio das tentativas de fraude cai 14,6%

Apesar do aumento no número de ocorrências, o valor médio das transações identificadas como tentativas de fraude diminuiu pelo segundo mês consecutivo. Em setembro, o ticket médio caiu de R$ 940,07 para R$ 802,96, recuo de 14,6%. Em julho, o indicador havia chegado a R$ 1.028,82.

A queda também foi acompanhada por uma redução de 10,2% no valor total das tentativas de fraude, que passou de R$ 268,2 milhões em agosto para R$ 240,8 milhões em setembro. O cenário combina, portanto, mais ocorrências com valores médios menores.

“Uma hipótese é que fraudadores estejam diversificando suas investidas e realizando transações menores para tentar escapar de mecanismos de detecção ou testar a efetividade de determinados controles”, afirma o executivo.

Segundo Manrique, a redução do valor médio reforça a importância de monitorar o comportamento das operações, em vez de concentrar a prevenção apenas em compras de valores elevados. Transações menores também podem apresentar sinais de risco.

Quais são os principais tipos de fraude?

Os golpes no comércio eletrônico podem ocorrer de diferentes formas. Entre as modalidades mais conhecidas estão o uso indevido de dados de cartões, a utilização de identidades falsas ou de informações pessoais obtidas ilegalmente e a invasão de contas de consumidores em plataformas digitais.

Nesse tipo de abordagem, os criminosos tentam convencer a vítima a compartilhar informações ou realizar uma ação que favoreça o golpe.

“Utilizam mensagens, links, anúncios ou páginas falsas para induzir o consumidor a fornecer dados pessoais, senhas ou informações de pagamento”, explica Manrique.

Uma mensagem sobre uma promoção imperdível, um suposto problema na entrega ou uma cobrança pendente, por exemplo, pode direcionar o consumidor a uma página falsa.

As modalidades também podem estar conectadas. Dados obtidos por meio de phishing — técnica que utiliza mensagens e páginas fraudulentas para roubar informações — podem ser usados posteriormente em tentativas de compras indevidas.

“Por isso, a prevenção deve combinar diferentes camadas de segurança, como validação de identidade, análise comportamental e monitoramento de transações. O objetivo é identificar inconsistências e comportamentos suspeitos sem comprometer a experiência de quem está realizando uma compra legítima”, afirma o executivo.

Sete dicas para não cair em fraudes

O executivo listou movimentos que podem ser feitos para evitar que o consumidor caia em golpes. São eles:

  1. Desconfie de ofertas muito abaixo do preço de mercado. Promoções fazem parte da Black Friday, mas descontos exagerados podem ser utilizados para atrair consumidores a sites e anúncios fraudulentos. Compare preços e verifique a reputação da loja antes de comprar.
  2. Confira o endereço do site antes de inserir seus dados. Criminosos criam páginas que imitam lojas conhecidas. Prefira acessar os sites oficiais digitando o endereço diretamente no navegador ou utilizando os aplicativos das empresas.
  3. Tenha cuidado com links recebidos por WhatsApp, SMS e e-mail. Mensagens sobre promoções imperdíveis, entregas pendentes ou problemas no pagamento podem direcionar para páginas falsas. Em caso de dúvida, consulte diretamente o canal oficial da empresa.
  4. Verifique os dados do destinatário antes de pagar por Pix. Confira o nome e as informações de quem receberá o dinheiro. Se o beneficiário não corresponder à loja ou ao vendedor esperado, interrompa a operação e confirme os dados por outro canal.
  5. Ative a autenticação em duas etapas. Utilize senhas fortes e diferentes para suas contas, especialmente em aplicativos de compras, e-mail e serviços financeiros. Sempre que possível, habilite uma segunda camada de autenticação.
  6. Acompanhe as movimentações do cartão e das contas bancárias. Ative notificações de compras e transferências para identificar rapidamente operações desconhecidas. Cartões virtuais podem ser uma alternativa útil para compras online.
  7. Evite decisões por impulso e não compartilhe códigos de segurança. Golpistas costumam criar situações de urgência, afirmando que uma promoção está acabando ou que uma compra precisa ser confirmada imediatamente. Nenhuma loja legítima deve solicitar sua senha ou códigos de autenticação por mensagem ou telefone.
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