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Wednesday, November 4, 2026

Análise: Como Latinos, evangélicos e mulheres podem decidir as Midterms?

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Cerca de 36 milhões de eleitores latinos estão aptos a votar nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, e esse eleitorado pode ter peso decisivo nas disputas pelo controle do Congresso.

Além dos latinos, outros dois grupos se destacam como potenciais definidores do resultado: os evangélicos brancos e as mulheres.

A analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, falando de Washington ao Hora H, explicou que o comparecimento às urnas é um dos fatores centrais da disputa.

"Nem todo eleitor vai às urnas votar e quem comparece é que, de fato, faz a diferença", afirmou.

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O eleitorado latino: heterogêneo e insatisfeito

Magnotta destacou que o voto latino é marcado pela diversidade interna.

"O cubano que está na Flórida não é igual ao mexicano que está no Texas, que não é igual ao porto-riquenho que está na Pensilvânia", explicou.

Segundo ela, essa heterogeneidade abrange país de origem, geração, escolaridade e renda, e tem se tornado cada vez mais relevante no cenário eleitoral.

A analista também apontou que, apesar do presidente americano, Donald Trump, ter conquistado cerca de metade do voto latino na última eleição presidencial, a insatisfação com a economia e com a política migratória tem levado esse grupo a ser um dos mais críticos.

"Se no campo geral ele tem cerca de 32% de aprovação, que já é baixo, entre os latinos ele chega a algo em torno de 26%", afirmou Magnotta.

Evangélicos brancos: disciplina e alto comparecimento

Os evangélicos brancos representam um grupo historicamente fiel aos republicanos.

De acordo com Magnotta, mais de 75% — às vezes 78% — desse eleitorado costuma votar com o partido, impulsionado por uma agenda conservadora ligada a costumes, aborto, educação e saúde.

"Esse grupo é muito disciplinado e costuma ser aquele que mais comparece às urnas", disse a analista.

Em uma eleição tão acirrada, os republicanos dependem fortemente da mobilização desse segmento.

"Numa eleição tão acirrada, os republicanos precisavam e precisam que esse pessoal vá votar para diminuir a diferença do que parece ser uma vantagem democrata", avaliou Magnotta.

Mulheres: presença crescente e pauta ampliada

As mulheres também figuram entre os grupos mais observados nas Midterms. Historicamente, elas comparecem mais às urnas do que os homens — nas últimas eleições de meio de mandato, a diferença foi de 2 pontos percentuais.

"E 2% numa eleição apertada, que está nas margens de erro das pesquisas, pode fazer a diferença", ressaltou a analista.

Magnotta destacou que as mulheres não se mobilizam apenas por questões econômicas, mas participam cada vez mais do debate público em temas como direitos reprodutivos.

Segundo ela, três perfis concentram especial atenção: a mulher jovem, a mulher branca suburbana com escolaridade e a mulher branca suburbana sem escolaridade.

"Certamente esses três grupos vão estar no coração daquilo que vem pela frente", concluiu.

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