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Wednesday, September 30, 2026

A opinião do Linkin Park sobre o público do Brasil

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Relação da banda com os fãs brasileiros é um dos tópicos de destaque no recém-lançado filme ‘Unshatter’, que saiu nesta quarta-feira, 30

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

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'Unshatter', novo filme do Linkin Park (Foto: Amol Raval)
'Unshatter', novo filme do Linkin Park (Foto: Amol Raval)

A conexão e a admiração mútua entre Linkin Park e os fãs brasileiros ganham grande destaque no recém-lançado filme-documentário Unshatter, que retrata os bastidores do retorno da banda, incluindo passagens pelo Brasil. O longa saiu oficialmente nesta quarta-feira, 30 de setembro.

Logo nas primeiras cenas da produção, a importância do público do país, com ênfase nas apresentações em São Paulo, é evidenciada pela jornada de um fã de Israel que atravessou o mundo apenas para acompanhar uma das apresentações do grupo em solo paulista.

Para o Linkin Park, a escolha do Brasil para momentos capitais dessa sua nova era após a reunião não foi  nada acidental. De acordo com o DJ da banda, Joe Hahn, que também dirige o documentário, a decisão acabou sendo óbvia.

À Folha de S. Paulo, o músico disse:

“Foi fácil escolher o show para gravar como apresentação do disco. Nosso público é cheio de energia e muito apaixonado pela banda, mas o Brasil exagera.”

Em seguida, ele pontuou:

“O público é carinhoso demais, muito entusiasmado. A gente acreditava nessa ligação forte, e o show virou mesmo uma celebração.”

‘Unshatter’, novo filme do Linkin Park

A Rolling Stone Brasil assistiu a Unshatter na última quarta-feira, 23, uma semana antes de sua estreia. De acordo com o jornalista Igor Miranda, o filme acerta, dentre outras formas, por mostrar de forma convincente essa relação entre Linkin Park e o público brasileiro nos shows ao vivo.

“As gravações do show em São Paulo surgem de modo pontual, normalmente para encerrar os capítulos da narrativa. No terço final, o filme adquire um caráter mais musical, seja por ter mais canções da apresentação no Brasil, seja por retratar a transmissão ao vivo de setembro de 2024, nos Estados Unidos, que confirmou de vez o retorno do grupo.

Ao todo, 11 músicas são trazidas, a maioria em formato parcial. As quatro últimas estão inteiras. Se há canções antigas que parecem não se encaixar tão bem nos vocais de Emily Armstrong — como ‘Somewhere I Belong’ em seus tons acima e ‘In the End’, agora pouco natural —, não há como negar a força do repertório atual. Não à toa, cinco faixas incluídas vêm de From Zero, além de trechos generosos de ‘Unshatter’ rolarem nas passagens em estúdio, com direito a um visitante Mark Hoppus (Blink-182) se mostrar arrepiado ao escutá-la.”

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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