Ex-delegado-geral ligado ao caso Orelha critica Polícia Civil: 'Imaturos'

Ex-delegado-geral não deixou claro qual entrevista coletiva não deveria ter sido realizada. Porém, em fevereiro, a instituição chegou a voltar atrás e afirmar que um vídeo apresentado como prova no caso do cão Orelha era "meramente ilustrativo". O vídeo exibido em coletiva pela Polícia Civil foi produzido em parceria com a Secretaria da Comunicação de Santa Catarina.
Ulisses declarou que inicialmente havia suspeita do envolvimento de adolescentes no caso e que a divulgação de informações não poderia ser feita em razão de sigilo. Ele discorreu que a Polícia Civil investigou e, ao final da apuração, um adolescente foi indiciado por suspeita de ter sido o autor da infração penal "com base nas provas que foram colhidas".
Deputado eleito ainda alegou que, por ser delegado-geral, atuava como um porta-voz da instituição e acabou sendo vinculado de forma "extrema" com o caso. Ulisses apontou que não estava envolvido diretamente com a investigação da morte do animal.
As pessoas achavam que eu estava investigando o caso. Eu nunca investiguei o caso, tinha vários delegados investigando, vários policiais. Eu não tinha nenhuma relação com o caso, desconhecia a investigação que estava sendo realizada a fundo porque não estava investigando. Então isso acabou gerando uma conexão muito forte comigo. É aí começaram umas questões, de divulgação de notícias falsas a respeito da nossa atuação.
Ele apontou que houve uma "exploração midiática" do caso e o Ministério Público começou a investigá-lo. Inicialmente, a apuração do órgão foi por abuso de autoridade, suposta violação de sigilo funcional e uso do caso para promoção pessoal.
De acordo com o ex-delegado-geral, a única ação atualmente em vigor foi uma aberta depois pelo órgão contra ele por improbidade administrativa por suposto uso do caso Orelha para promoção pessoal. O deputado disse já ter se defendido e provado, através de advogados, que não obteve nenhum benefício pessoal, ressaltando que o indicativo é pela improcedência do pedido, pela audiência de provas, inclusive da intenção de promoção pessoal por parte dele. Segundo a Folha de S.Paulo, o MP pediu que o ex-delegado-geral pague uma multa de R$ 795 mil na ação.
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