As notícias das 3h
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As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Começamos esta jornada a falar de Israel. Estão a ser contados os votos das eleições legislativas, com 23,9% dos votos apurados. Benjamin Netanyahu segue na frente, mas por pouca margem. Há ainda vários cenários em cima da mesa, diversas hipóteses de coligação que permitam um dos partidos chegar à maioria de 61 deputados no Parlamento israelita. Sónia Sénica, especialista em Relações Internacionais, explica que estas negociações entre partidos são habituais na política israelita.
É um exercício difícil, mas é um exercício que já estão habituados em Israel. No fundo, não causa surpresa. É normal, talvez por isso essa necessidade permanente de tentar angariar o maior número de eleitorado possível, por um lado, mas também prever que tipo de negociações é que podem ser realizadas a posteriori. E isso também influencia o eleitorado que vota em cada um dos blocos. E talvez isso tenha também levado aqui a este difícil, quase um empate técnico, segundo alguns analistas, esta difícil percepção de vitória, porque em bom rigor há posicionamentos muito claros no que concerne às coligações.
Comentário de Sónia Sénica, especialista em Relações Internacionais, que esteve na emissão especial da Rádio Observador, onde acompanhámos as primeiras projeções desta eleição. Como disse, neste momento, 23,9% dos votos apurados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, segue na frente. Entretanto, apesar dos resultados prematuros, Gadi Eisenkot diz que o partido fez história. A acompanhar este discurso na sede de campanha do adversário de Benjamin Netanyahu, esteve o jornalista do Observador, o enviado especial do Observador a Israel, João Porfírio, que nos traz aqui os destaques.
Foi aqui, num pavilhão desportivo na periferia de Tel Aviv, que Gadi Eisenkot reagiu aos primeiros dados eleitorais com um discurso muito duro dirigido a Benjamin Netanyahu, embora a contagem dos votos ainda esteja a decorrer e nada esteja totalmente fechado. Eisenkot antecipou-se e reclamou, cito: "Uma vitória histórica da oposição", garantindo que a atual coligação perdeu totalmente a confiança dos israelitas. Eisenkot foi perentório. Diz que Netanyahu é agora apenas, e cito novamente, "um primeiro-ministro de gestão" e exortou a aceitar, cito novamente, "o voto de nojo do eleitorado e a retirar-se finalmente da vida política". O discurso dividiu-se em três notas centrais. Primeiro, a rejeição de novas eleições, defendendo a rápida formação de um governo sionista estável. Segundo, um aviso direto às forças de segurança e à função pública, pedindo-lhes que resistam a pressões políticas e deixando recado a Netanyahu, e cito uma frase fortíssima: "Não te atrevas a usar a segurança de Israel para necessidades políticas". Por fim, terceiro, as prioridades programáticas, a unidade nacional, o desmantelamento do Hamas e a aprovação de uma lei de serviço militar universal.
O editor de fotografia do Observador, João Porfírio, que está em Israel a acompanhar as eleições, aqui com o resumo das palavras de Eisenkot, que acredita que o povo israelita saiu à rua para escolher a mudança. Netanyahu também já reagiu aos primeiros resultados, reivindica a vitória e acusa o adversário de querer fazer coligação com partidos árabes que apoiam o Hamas. Mantém-se, por enquanto, o impasse nestas eleições israelitas. Pode ir acompanhando todas as atualizações de resultados ao longo de toda a noite no live blog do Observador. Em Portugal não houve acampada em frente à Assembleia da República. A organização do protesto admitiu que não estavam reunidas as condições para pernoitar junto ao Parlamento, como dá conta o jornalista do Observador, Miguel Pina Andrade, que esteve no local.
A decisão de não montar tendas nem sequer foi a votação. Foi sim Priscila Valadão, uma das porta-vozes do movimento Acampada de Lisboa, que desfez qualquer dúvida que houvesse. No final da Assembleia Popular, ouviu-se nas colunas que não estavam reunidas as condições de segurança para acampar à frente do Palácio de São Bento. Ao longo da noite, os momentos de maior tensão foram acontecendo apenas quando os cinco agentes da PSP, que vigiaram a manifestação nas escadarias do Palácio de São Bento, eram rendidos. Mas destacar que fora estes momentos, foi um protesto bastante pacífico. São os últimos sinais de vida de uma manifestação que contou com muitas milhares de pessoas, mas que não terminou com uma acampada à frente da Casa da Democracia, apenas com essa garantia da organização da acampada, que esta quarta-feira vai acontecer nova assembleia popular no Rossio, está marcada para às 19h.
O retrato da manifestação que aconteceu esta terça-feira à frente da Assembleia da República, trazido aqui pelo jornalista Miguel Pina Andrade. À Observadora, a porta-voz do protesto também confirma que está agendada para hoje uma nova assembleia popular. Os manifestantes vão regressar à Praça do Rossio. O encontro está marcado para às 19h. Perante um mar de gente em protesto, o Partido Socialista pede novamente ao governo que recue na lei das rendas, apelo feito desta vez pelo líder parlamentar do PS, que manifestou também solidariedade para com os manifestantes.
Isto não é um problema policial, isto é um problema de políticas de habitação e a questão central é o custo de vida. E o Partido Socialista quer mostrar também a solidariedade com os manifestantes que pacificamente estão aqui a dizer ao governo e ao Chega que retirem a lei das rendas, a lei dos despejos. Esta solidariedade minha e de outros deputados do PS é para quem luta na rua
Eurico Brilhante Dias, num registo da Agência Lusa, o líder parlamentar do PS foi um dos deputados socialistas que se deslocaram até aos manifestantes em protesto. Já de outra voz socialista surge uma ressalva em resposta ao pedido de diálogo por parte do Presidente da República. José Luís Carneiro garante que o PS está disponível para conversas, mas recusa compactuar com esta lei das rendas.
O governo devia ter essa capacidade de diálogo com os partidos da oposição. E entendo que o senhor Presidente da República tem razão quando diz que é necessário haver um diálogo construtivo. Agora, nós não podemos é concordar com o governo quando o governo avança com uma lei das rendas que cria dificuldades aos jovens, às famílias e aos idosos, que vão criar instabilidade e insegurança na vida das pessoas. Por outro lado, também não posso estar de acordo com o governo, quando o governo estabeleceu uma lei de rendas de €2.300.
Palavras do secretário-geral do PS esta noite em Setúbal. Diz que concorda com António José Seguro quanto ao diálogo entre partidos, mas rejeita viabilizar a lei das rendas do governo. Falávamos do protesto que aconteceu em dia de discussão da generalidade do Orçamento do Estado para o próximo ano. Na intervenção de abertura e depois de mais de uma semana em silêncio, o primeiro-ministro defendeu a atuação da polícia numa discussão que relegou o debate sobre o orçamento para segundo plano. Miguel Viterbo Dias.
Onze dias depois do silêncio.
A Polícia de Segurança Pública tem sido especialmente cuidadosa e competente na reposição da normalidade sempre que se verificam excessos.
Luís Montenegro defendeu a atuação da polícia, apesar de não gostar do que viu.
Não são imagens que nós gostemos de ver. Claro que não, senhora deputada, eu também não gosto de ver. Daquilo que eu observei, as forças de segurança só intervieram mesmo em última rázia.
O primeiro-ministro a responder ao Livre perante um José Luís Carneiro, do PS, a acusar o governo de ter dado orientações para a carga policial.
O uso da força é uma última e uma derradeira opção. As forças policiais cumprem orientações do poder político.
Montenegro rejeitou a acusação e contrapôs com o passado de Carneiro no Ministério da Administração Interna. Já André Ventura quis saber por onde tem andado o chefe do governo.
Onde é que andou quando o país se debatia com manifestações em todas ou muitas das suas cidades, em que polícias eram agredidos e o país não sabia do seu primeiro-ministro?
Onde é que o primeiro-ministro andou? Andou a trabalhar. Todos os dias o primeiro-ministro esteve por dentro de tudo.
A resposta do primeiro-ministro. As críticas à intervenção policial foram consensuais à esquerda, mas Paulo Raimundo lembrou também outras polémicas.
Insistiu, inclusive, naquela teoria dos egoístas. Eu só espero que também não alimente aquela ideia de que os jovens têm feito poucos sacrifícios.
Mas Luís Montenegro, que acusou os partidos que compuseram a geringonça de terem faltado à chamada nos últimos 10 anos, insistiu.
Espero que esses partidos não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas, importar para Portugal climas de instabilidade e contestação que não encontram respaldo na sociedade.
O primeiro-ministro a responder à oposição sobre as polémicas dos últimos dias, num debate em que o Orçamento do Estado ficou mesmo para segundo plano.
Miguel Viterbo Dias com os destaques do debate do Orçamento do Estado para 2027. A votação na generalidade acontece hoje à tarde. Terminamos este jornal a falar de desporto. O Sporting, que está na Final Four da Taça da Liga, venceu esta noite o Marítimo por 2-1. O médio Pedro Lima esteve em destaque. Bisou na estreia, a titular pelo clube de Alvalade. Já perto do fim, o Marítimo reduziu, mas o resultado não sofreu mais alterações. 2-1 para o Sporting, que segue assim para a Final Four da Taça da Liga. Depois do encontro, Rui Borges diz que a equipa podia ter evitado aquele sofrimento final.
Sabíamos também que era uma equipa que iria tentar contra-ataque, ataque rápido, que é isso que as equipas têm tentado aproveitar. Fomos conseguindo anular e acabam por fazer um golo até numa perda de bola nossa, numa etapa de construção. Por isso, é uma perda. Claro que não pode existir, mas faz parte o erro do jogo e acabamos por acabar aqueles últimos dois minutos com um bocadinho de sentimento de incerteza, escusadamente.
A análise de Rui Borges à vitória frente ao Marítimo. Já o treinador dos Madeirenses diz que a equipa pecou pela falta de concentração em alguns momentos do jogo.
Os detalhes fazem diferença, porque nós não tivemos muitas oportunidades, mas tivemos oportunidades para chegar mesmo na baliza adversária e falhava o último passe. E agora, infelizmente, sofremos, como já disse, e pronto. Acho que na segunda parte tivemos uma fase muito forte e depois de 2x0, não foi fácil para a equipa.
A análise do técnico dos Madeirenses depois da derrota por 2x1 em Alvalade. Um jogo que fez com que o Sporting seguisse em frente para a Final Four da Taça da Liga. Terminamos assim este jornal das 15h. A informação regressa à Rádio Observador às 15h30. Deixe-se ficar.
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