3h. IL não se posiciona sobre CPI ao ministro da Educação
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São três horas. As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. Os mais de 600 alunos do Conselho de Lisboa que ainda não tinham aulas, já foram colocados em diferentes turmas de várias escolas. Em causa, as notícias dos últimos dias que revelam que há alunos que não foram colocados em nenhuma escola pública, apesar de o ano letivo já ter começado. A CNN adianta que só em Lisboa eram 613 alunos. Perante isto, cerca de 30 diretores dos agrupamentos de escolas de Lisboa, a Agência para a Gestão do Sistema Educativo e o Ministério da Educação estiveram reunidos até perto das 10 da noite. O jornal "Público" e a CNN avançam que para resolver a situação, as turmas das escolas de Lisboa vão agora ser alargadas para os alunos que ainda não foram colocados. A reunião durou sete horas, nas quais foram colocados administrativamente os alunos em diferentes turmas de várias escolas. No entanto, a FENPROF adianta à CNN que a situação continua a afetar outros conselhos do país, como o Conselho de Sintra, onde 700 alunos estão ainda sem aulas. O Partido Socialista continua sem descartar uma comissão parlamentar de inquérito ao Ministro da Educação, enquanto a Iniciativa Liberal continua sem se posicionar. José Luís Carneiro anunciou já que Fernando Alexandre chegou a dar satisfações ao PS sobre os problemas na educação, mas numa primeira análise, o deputado socialista Porfírio Silva diz que estas satisfações foram insuficientes e propagandísticas.
Numa primeira, numa segunda, numa terceira leitura, as respostas são claramente insatisfatórias. São pouco mais do que as redações de repetição propagandística que o senhor ministro tem feito publicamente. Eu acho que as comissões parlamentares de inquérito não devem ser para gerir escândalos, devem ser para apurar o funcionamento do Estado naquilo que são as suas próprias responsabilidades.
O deputado socialista Porfírio Silva, no explicador da tarde política, sublinha ainda que o PS pede esclarecimentos e não demissões. Já a presidente da Iniciativa Liberal avança que o partido não se vai posicionar relativamente à possível comissão parlamentar de inquérito a Fernando Alexandre. No dia em que iniciaram a jornada dos parlamentares dos liberais, Mariana Leitão explica que o partido não vai tomar uma decisão enquanto não ouvir os esclarecimentos que já pediu sobre os problemas com os exames nacionais.
Na altura da questão dos exames nacionais, estivemos sempre muito atentos, fizemos vários pedidos de informação, vários esclarecimentos. Temos ainda requerimentos colocados para ouvir um conjunto de entidades associadas a este mesmo caso e enquanto isso não acontecer, não vamos posicionar-nos sobre quaisquer outros passos. Queremos ouvir, queremos ouvir com ainda maior detalhe o que se passou relativamente aos exames nacionais e só depois disso tomaremos decisões futuras.
Mariana Leitão, em declarações aos jornalistas em Famalicão, onde ainda acusou o Partido Socialista de hipocrisia.
Eu achei que, sinceramente, o PS vir fazer essa afirmação, quando tem o legado que tem, quando ainda agora saíram os resultados do PISA, que mostram bem que os nossos alunos não estão sequer a conseguir adquirir algumas das competências básicas e em que tivemos um próprio ministro do Partido Socialista a vir fazer um mea-culpa e assumir a sua quota-parte de responsabilidade, é de facto de alguma hipocrisia por parte do Partido Socialista, com a qual eu obviamente não vou compactuar.
Mariana Leitão, que acusou o PS de hipocrisia, depois de Eurico Brilhante Dias, o líder parlamentar do partido, ter dito que Fernando Alexandre era candidato a um dos piores ministros da Educação desde o 25 de Abril. Declarações de Mariana Leitão aos jornalistas em Famalicão, no âmbito das jornadas parlamentares da Iniciativa Liberal, que terminam esta terça-feira. O Ministério Público está a investigar o diretor nacional da Polícia Judiciária por abuso de poder e falsas declarações em tribunal, no caso de Rui Pinto. A notícia é avançada pelo "Expresso", que cita a Procuradoria-Geral da República. O gabinete de Amadeu Guerra confirma a abertura de um inquérito, depois de uma denúncia apresentada por um coordenador da PJ contra o atual diretor, Carlos Cabreiro. Em causa a alegada prática dos crimes de falsas declarações, por ter referido no julgamento de Rui Pinto que não foram feitas escutas na investigação. É suspeito também do crime de abuso de poder, que estará relacionado com o facto de Carlos Cabreiro ter ordenado uma escuta que tinha sido proibida pelo Ministério Público. Na análise, o redator principal do "Observador", Luís Rosa, explica que esta notícia é retrato de uma grave crise interna na Polícia Judiciária.
Este caso é mais um exemplo de como a Polícia Judiciária, neste momento, está a atravessar uma crise interna nunca vista. Esta notícia e este caso é um excelente exemplo disso mesmo, de como há uma guerra interna dentro da PJ e que está a ter repercussões públicas e obviamente que isso também coloca em causa o funcionamento da Polícia Judiciária. Portanto, acho que não só este caso, como outros casos, vão continuar a dar muito que falar, porque a Polícia Judiciária precisa de paz para fazer o seu trabalho e neste momento essa paz não existe. Vamos ver, quando os matos zangam, sabem-se as verdades. Vamos lá ver que mais verdades é que se vão descobrir no decorrer das próximas semanas.
Comentário do jornalista Luís Rosa à abertura de um inquérito por parte do Ministério Público ao atual diretor da PJ, por abuso de poder e falsas declarações em tribunal. Os dois incêndios que lavram em Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, continuam a lavrar com intensidade. Por esta hora mobilizam juntos mais de 800 bombeiros e 260 meios terrestres, de acordo com o site da Proteção Civil. O incêndio em Alvito de Aveira começou pelas 16h. Mais tarde, às 19h, outro incêndio lavrou na zona de Cerejeira, na Atalaia. Esta segunda-feira, o ator Rui de Carvalho recebeu a Medalha de Honra de Lisboa, no Salão Nobre do Município. O ator de 99 anos foi descrito como um alfacinha de gema, nasceu numa casa junto às muralhas do Castelo de São Jorge. Nos espaços do Conselho, o homenageado afirma que deixa um trajeto de muito trabalho de teatro e uma mensagem de amor à cidade de Lisboa, João Lourenço.
A música "Variações", sobre o Fado Lopes, foi a banda sonora para uma homenagem a uma figura intemporal.
Entre esse seu primeiro aplauso e os aplausos de hoje, passaram quase 80 anos.
Carlos Moedas abriu os discursos da cerimônia de entrega da Medalha da Cidade ao ator mais velho do ativo, Rui de Carvalho, considerado por uma filha, Paula, um alfacinha de gema.
Nasci em Lisboa, na Rua Costa do Castelo, num prédio bem encostado à muralha do Castelo de São Jorge, no dia 1 de março, uma terça-feira de Carnaval, está quase a fazer 100 anos. Mais alfacinha que isto é difícil.
O ator de 99 anos é considerado o pai do teatro em Portugal. Carlos Moedas não esquece o legado. O autarca diz que a cultura da cidade é mais importante do que qualquer outra coisa.
A cultura é a arca do tesouro dos povos. Que frase extraordinária, porque uma cidade pode ter grandes avenidas, pode ter belos edifícios, pode ter investimento, pode ter riqueza, mas sem cultura falta-lhe memória.
Já no final da cerimônia, Rui de Carvalho declara amor ao teatro e a Lisboa.
Um trabalho honrado, feito com amor. Foi o que eu achei ao teatro.
E como alfacinha de gema, numa palavra, como descreve a cidade de Lisboa, a sua casa?
Amo loucamente.
Rui de Carvalho foi agradecido pelo Estado português por diversas vezes, como aconteceu em 2012, nos 70 anos de carreira, e uma década mais tarde, em 2022, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de São Lago da Espada. Hoje foi a vez da capital portuguesa.
O jornalista João Lourenço, com o resumo da homenagem a Rui de Carvalho. A atribuição da Medalha da Cidade foi aprovada em junho, em reunião pública, sob proposta do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e do vereador da Cultura. Morreu o presidente de longa data da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadoka. A informação é avançada pela Embaixada da Ucrânia em Portugal, que na rede social X manifesta profunda tristeza. Sublinham que Pavlo Sadoka foi uma pessoa que dedicou mais de duas décadas da sua vida à Ucrânia e à respectiva comunidade em Portugal. Pavlo Sadoka tinha 56 anos e era também vice-presidente do Congresso Mundial Ucraniano para a Europa do Sul. Ponto final neste jornal das 03h00. A informação está de regresso com a síntese das 03h30.
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