Operações de resgate avançam lentamente enquanto número de mortos no Nepal e na China aumenta
Apesar das centenas de pessoas já resgatadas, as autoridades dos dois países continuam sem notícias de mais de 3 mil desaparecidos, sendo 2.502 no Nepal e 546 na China.
"As pessoas estão desesperadas para encontrar familiares, vivos ou mortos, mas simplesmente não conseguimos. Olhe para toda essa lama", disse à AFP Kawan Koirala, socorrista da defesa civil do Nepal.
Ao longo do domingo, familiares dos desaparecidos continuaram a se aglomerar na sede das operações de resgate, na cidade de Bidur, e em hospitais de Katmandu, em busca de qualquer informação.
Quatro dias após o desastre, as autoridades nepalesas autorizaram, no domingo, o sepultamento das primeiras vítimas, após a coleta de amostras de DNA para permitir que as famílias identifiquem, realizem a cremação e, posteriormente, exumem os corpos, em conformidade com a tradição hindu.
"Muitos corpos foram recuperados e já começaram a se decompor", explicou à imprensa Amrit Bahadur Rai, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores. "Por razões de saúde pública, fomos obrigados a sepultá-los."
Solidariedade internacional para reconstrução
Embora ainda seja cedo para uma avaliação precisa, o ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, estima o custo da reconstrução em "vários bilhões de dólares" e faz um apelo à solidariedade internacional.
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