O que diz a família de agente do Bope morto em troca de tiros com PMs
Em reação, os policiais do Bope revidaram, dando início a uma troca de tiros. Imagens de câmeras de monitoramento, exibidas pela TV Globo, captam o som dos disparos. Seis agentes - incluindo Glaucio - foram atingidos e precisaram ser hospitalizados.
"Então, a partir de agora, a gente quer entender quem foi comunicado. Essa pessoa passou a comunicação para todo o batalhão? Se sabiam que estava naquela área, por que aconteceu isso tudo?", acrescentou Aline.
O subtenente não resistiu. Ele tinha 54 anos e deixou três filhos. Dois PMs que acabaram se ferindo no tiroteio receberam alta e chegaram a participar do velório de Gláucio.
Em um comunicado, a Polícia Militar informou que os agentes do 18° BPM confundiram a equipe do Bope com criminosos, e cita que a rua onde o caso aconteceu era escura, com pouca luminosidade. A corregedoria da PM e a Polícia Civil também investigam o caso.
Glaucio tinha 26 anos de experiência na Polícia Militar fluminense, a maioria no batalhão de elite da corporação. Ele era irmão do sargento Heber Carvalho, que morreu na megaoperação no Complexo da Penha, em outubro do ano passado.
Segundo Aline, Heber, que era mais novo, tinha Glaucio como referência. "Por mais que doa, que a gente vá se arrastando durante esse período, a gente entende que aquilo ali era o amor da vida dele. E isso nos conforta."
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