Confira propostas dos candidatos ao governo para saneamento básico; VÍDEO

Participaram da entrevista Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Renan Hallais (Missão). Victor Assis (PCO) foi convidado, mas não compareceu às gravações.
O tempo das falas foi definido com base na representatividade de cada partido no Congresso Nacional. Os candidatos de legendas com, no mínimo, cinco representantes na Câmara e no Senado Federal tiveram um minuto de entrevista. São eles: Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra.
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A sigla de Renan Hallais tem entre um e quatro integrantes com mandato no Congresso. Por isso, ele gravou uma entrevista de 40 segundos. Os demais candidatos, Camila Falcão e Guilherme Fonseca, tiveram 30 segundos de fala.
Nesta quarta-feira (24), os candidatos responderam à seguinte pergunta:
De acordo com o IBGE, Pernambuco tem quase 1 milhão e meio de domicílios que não estão ligados à rede geral de esgoto, e utilizam fossas e valas. 124 mil deles destinam o esgoto das casas direto em rios e córregos. O que o(a) senhor(a) fará para resolver esse problema se for eleito(a)?
Confira, abaixo, as respostas de cada candidato (em ordem alfabética):
Camila Falcão (UP)
"Há um desperdício de 40% da água na distribuição. 30% do nosso estado tem saneamento básico. Isso significa que o nosso povo sofre com a falta d'água e com o esgoto a céu aberto. Nós defendemos uma Compesa pública que leve água e que leve saneamento para a população sem mexer no nosso bolso. Somos contra a privatização e queremos reafirmar que o investimento na saúde, que o investimento na água, é investir no povo".
Guilherme Fonseca (PSTU)
"Isso, de fato, é um absurdo: 50% dos domicílios não possuem rede de esgoto. Já se mostrou que a política de PPP, de privatização, não resolve. Foi feita parceria público-privada para a empresa canadense BRK, e não resolveu nem a questão de Recife, nem da Região Metropolitana. E, agora, o governo Raquel quer privatizar, privatizou a Compesa, a parte de água. Nós vamos reestatizar a Compesa sob o controle dos trabalhadores, sob o controle dos funcionários, para que tenha água e saneamento básico na casa de todo trabalhador, de toda pessoa que mora em Pernambuco".
Ivan Moraes (PSOL)
"O saneamento básico é um desafio para o mundo inteiro, não apenas para o Brasil, não apenas para Pernambuco. Primeiro, porque consome muita água. Segundo, porque custa muito caro. Do jeito que Pernambuco tem feito, não está dando certo. Em 2013, foi assinado pelo governo daquele tempo um contrato com a empresa privada que prometia, até o ano passado, universalizar o acesso ao saneamento na Região Metropolitana do Recife até Goiana. Passou o prazo, pediram um aditamento do contrato para ganhar mais outros bilhões, e a gente não tem nenhuma certeza de que isso vai ser realizado. A primeira coisa que eu vou fazer é auditar todos esses contratos, e vou buscar reverter a privatização da Compesa, porque eu entendo que é com a Compesa pública, com financiamento de longo prazo, recurso público, agindo de forma pública, com metas verificáveis, que a gente vai começar a enfrentar essa questão, que realmente é um dos grandes desafios para o mundo inteiro, e Pernambuco não é diferente. A gente entende que essa solução precisa ser pública, através de recursos públicos, com controle rígido do governo e dos mecanismos de controle".
João Campos (PSB)
"Nós vamos investir muito em saneamento básico, cobrar da concessionária, da empresa que comprou a Compesa, para fazer os investimentos devidos. E nós vamos atacar um problema crítico do estado, que é o racionamento de água. Eu vou tirar Pernambuco do mapa do racionamento. Ao lado do presidente Lula, são 94 grandes obras, R$ 8 bilhões que nós vamos investir para aumentar a produção e a distribuição de água. E, até lá, até que todos os pernambucanos saiam do racionamento, quem está na tarifa social de água só vai pagar a conta se a água chegar na sua casa. Não tem isso de pagar pelo cano na frente, só paga se a água chegar. Isso é justiça tarifária e garantir água para todos os pernambucanos. Para isso, a gente vai fazer a segunda etapa da Adutora do Agreste, concluir a primeira etapa e construir o maior ciclo de investimento em recursos hídricos da história de Pernambuco".
Raquel Lyra (PSD)
"Água e saneamento básico são direitos básicos para a população. A gente recebeu o estado de Pernambuco em janeiro de 2023 com 2 milhões de pessoas sem acesso à água, com dois terços da nossa população sem acesso ao esgoto tratado. E o que acontece? Doenças, o esgoto correndo a céu aberto, as pessoas não têm direito a poder viver com dignidade. E o que a gente fez para enfrentar isso? O Águas de Pernambuco, garantindo, no primeiro momento, mais de R$ 8 bilhões de investimento, garantindo água no Alto do Zé do Pinho, lá na casa de Dona Biu. R$ 500 mil para colocar água em Encruzilhada, R$ 30 mil para poder colocar água tratada em Carnaubeira da Penha, R$ 10 milhões para tratar 40% do esgoto do Recife, através de colocar em funcionamento a estação de tratamento do Cabanga. Olha, é coragem e decisão política que a gente também teve quando fez a concessão dos serviços parciais da Compesa, para que, até 2033, praticamente toda a população de Pernambuco tenha acesso à água tratada e a saneamento básico na sua casa".
Renan Hallais (Missão)
"O problema é orçamentário. Por isso que Pernambuco só tem 34% do esgoto coberto, 29% do esgoto tratado. A gente vai mudar essa lógica com a Lei de Responsabilidade Gerencial. A gente vai impor que os prefeitos entrem também nesse orçamento. Hoje, cada prefeito só tem que se preocupar em fazer festas ou praças para poder ser reeleito. A gente vai mudar isso. O governador precisa ser o gestor dos gestores. A gente vai impor que eles batam metas para poder aumentar tanto a coleta quanto o tratamento. E aí, eles conseguindo essa meta, a gente vai dar mais repasses do governo estadual no obrigatório. E, assim, vamos cumprir o marco legal do saneamento básico até 2033."
Candidatos ao governo de Pernambuco participam da série 'Uma pergunta para todos', do NE2 — Foto: Reprodução/TV Globo
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