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Thursday, October 1, 2026

Novata na política, Marina JHC sobe, lidera ao Senado e ameaça Renan e Lira

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Marina JHC (PSDB), em alta nas pesquisas
Marina JHC (PSDB), em alta nas pesquisas Imagem: Divulgação

Ex-primeira-dama de Maceió, Marina JHC (PSDB) vem crescendo nas pesquisas e já é apontada como favorita a uma das duas vagas do Senado em Alagoas.

A subida tornou real a ameaça aos dois maiores líderes políticos do estado —o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (PP)—, que parecem fadados a disputar apenas uma cadeira na votação do próximo domingo (4).

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado ontem aponta que a mulher do ex-prefeito e candidato ao governo do estado, João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), ultrapassou ambos e está na liderança. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos.

  • Marina JHC - 45,6%
  • Arthur Lira - 41,6%
  • Renan Calheiros - 36,9%
  • Davi Davino Filho (Republicanos) - 22,9%
  • Dr. Wanderley (MDB) - 15,2%

A pesquisa não é a única a mostrar isso: a ascensão também foi medida pelo levantamento da Quaest, divulgado na sexta-feira passada, que apontou que Marina estava numericamente empatada com Arthur Lira, com 20%, e três pontos à frente de Renan Calheiros —mas todos empatados tecnicamente, já que a margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na pesquisa RealTime Big Data, também da sexta-feira passada, ela registrou 23%, numericamente à frente de Renan (22%) e Lira (20%). A margem de erro é de 2 pontos neste caso.

Marina está na mesma chapa que Lira e costumam fazer atos juntos pelo estado.

Arthur Lira e Renan Calheiros
Arthur Lira e Renan Calheiros Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados e Jefferson Rudy/Agência Senado

Estratégia

Diante da subida de Marina e da consolidação nas intenções de votos em todos os levantamentos, a estratégia da campanha de Renan passou a focar ataques em Lira. Nos bastidores, entende-se que a subida de Marina nas pesquisas dificilmente será freada até o domingo.

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Ontem, ele soltou no Instagram um vídeo com várias mulheres para pedir que o eleitor "não vote em agressor de mulher". O vídeo também está em inserções de rádio e TV.

A referência clara é a Lira, que foi acusado pela ex-esposa, Jullyene Lins, de a agredir em 2006 —algo que o parlamentar nega com veemência e que nunca gerou processo criminal.

Na segunda-feira, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Alagoas determinou a retirada de propagandas contra Lira veiculadas pelas campanhas de Calheiros e de Renan Filho (MDB), candidato ao governo.

Quem é a candidata

Marina é formada em direito e administração e nunca disputou cargo eletivo na vida. A campanha dela é focada justamente como "cara nova da política", com ataques constantes à família Calheiros.

Aos 35 anos, a cuiabana é neta do ex-vice-governador de Mato Grosso José Monteiro de Figueiredo (de 1971 a 1975), conhecido como "doutor Zelito", e veio morar em Maceió em 2020, após a primeira eleição de JHC para a prefeitura. O casal tem dois filhos: Maria Helena e José Henrique.

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Por ser de outro estado, enfrenta críticas de adversários, que repetem o discurso de que ela não conheceria Alagoas suficientemente para ser senadora. Também citam a sua inexperiência em cargos públicos.

Desejo antigo

A candidatura de Marina era planejada há alguns meses: em janeiro, a coluna conversou com ela, que admitiu discutir a possibilidade com o marido, JHC. Entretanto, ela só foi confirmada no dia final para registro de chapas, quando ambos formalizaram seus nomes para a disputa.

Marina se destacou em aparições públicas ao lado do marido na prefeitura e com postagens de alto engajamento nas redes sociais —ela tem 532 mil seguidores no Instagram, bem mais que Lira (353 mil) e Renan (358 mil).

Print de mensagem recebida pela coluna do contato oficial da Secretaria de Saúde de Maceió
Print de mensagem recebida pela coluna do contato oficial da Secretaria de Saúde de Maceió Imagem: Reprodução

A campanha da candidata foi alvo de críticas por conta do uso da máquina municipal da saúde de Maceió. No último dia 4, a coluna contou que a foto da ex-primeira-dama estava sendo enviada por meio de um canal oficial do WhatsApp a pessoas que buscam serviços do programa Saúde da Gente, o maior da Secretaria Municipal de Saúde.

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A prefeitura informou à época que a imagem "não era recente e tinha caráter exclusivamente institucional" e a retirou do sistema. A candidata não se pronunciou.

Para surfar na popularidade do marido, ela registrou sua candidatura com o nome Marina JHC.

Marina tem como primeira suplente a sogra, a senadora Eudócia Caldas (PSDB), que assumiu a vaga após a renúncia, em 2024, do então senador e hoje prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha (Podemos).

Reportagem

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