Primeira execução de uma mulher em 200 anos falha no Tennessee e estado suspende aplicação da pena de morte
As autoridades penitenciárias do Tennessee não confirmaram publicamente o resultado da execução, que incluiu duas injeções de pentobarbital, nem responderam a um pedido de informações da AFP.
"As preocupações apresentadas pela senhora Pike provaram ser verdadeiras: dificuldade para acessar as veias, veias rompidas, pentobarbital em má condição, ausência de atendimento médico de emergência disponível quando, de forma inevitável, algo dá errado, e tudo sob um protocolo que segue envolto em segredo", prosseguiram seus advogados na declaração.
Após a tentativa de execução fracassada, o governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou a suspensão de outra execução prevista para este ano e solicitou uma "revisão integral por parte de terceiros" do que ocorreu com Christa, segundo a imprensa local.
A detenta estava programada para ser executada às 10h00 locais (12h00 de Brasília) na Instituição de Segurança Máxima Riverbend, onde várias testemunhas, incluindo jornalistas, estavam presentes para observar a administração das injeções.
"Parece que não aconteceu como se acreditava que deveria acontecer", disse o jornalista investigativo John North, da WBIR, que presenciou a cena. "Quando saímos do prédio, até onde sabíamos, ela provavelmente ainda estava viva", acrescentou.
Sete repórteres que estavam na sala para presenciar a execução disseram, em uma transmissão ao vivo, que a mulher de 50 anos cantava e se mexia em alguns momentos, reclamou de dor no braço após a injeção e estava claramente viva e roncando antes que os agentes penitenciários os retirassem do local.
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