PunchAPC rally disruption: SDP rejects Nasarawa claims against Al-Makura, AdamuCNN TürkMuğla'da kaçakçılık ve suç örgütüne yönelik operasyonlarda 20 şüpheli tutuklandıThe Jerusalem PostDemocracy was top Jewish voter concern in midterms, not Israel or antisemitism - poll한겨레‘AI 공포’에 안전자산으로 몰렸다…금값, 일주일 전보다 5% 넘게 올라ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFSouth China Morning PostHow Japan’s 660 most wanted stay hidden: slums, day labour and forged IDsRolling StoneNile Rodgers Defends AI Use in Music Video: ‘We Created Everything … The AI Did What We Told It to Do’매일경제피노, 1830억 원 규모 유증 단행…이차전지 소재 사업 체질 개선Malay MailThe iPhone Duo is my new favourite iPhone but is it for you?The Sydney Morning HeraldBeau Lamarre-Condon trial live updates: Alleged double murderer, former NSW Police officer returns to witness box, asked about relationship with Jesse BairdBillboardAmy Winehouse’s ‘Back to Black’ Reissue Sparks Top 10 Chart ReturnCBS NewsMississippi Senate race is toss-up, with razor-thin margin
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, November 6, 2026

Análise: enfraquecido nos EUA, Trump mantém poder para intervir no exterior

Translate

Trump usa um boné branco com as letras “USA” na frente e um broche da bandeira dos Estados Unidos na lapela do paletó, com camisa branca e gravata vermelha, enquanto fala com jornalistas na Casa Branca na quarta-feira.

Crédito, Mandel Ngan / AFP via Getty Images

    • Author, Jeremy Bowen
    • Role, Editor de Internacional da BBC News
  • Published

  • Tempo de leitura: 5 min

Donald Trump costuma recorrer a superlativos e, por isso, há uma espécie de karma na dimensão da derrota imposta a ele por uma ampla maioria dos eleitores americanos.

Não espere que ele aceite tranquilamente os momentos finais de sua carreira política. Perder o controle das duas Casas do Congresso dos EUA limita sua capacidade de ditar os rumos, manobrar e causar turbulência no país.

Mas, no exterior, provavelmente será diferente.

Como presidente dos Estados Unidos e comandante-em-chefe de suas Forças Armadas, ele mantém amplos poderes para usar o poderio militar americano.

Não é fácil prever as ações e as oscilações de Donald Trump. Como presidente, ele transformou mudanças de rumo político em armas.

Algumas coisas, porém, são constantes.

Uma delas é o seu desprezo por aqueles que considera perdedores e a sua determinação de nunca ser visto como um deles. O presidente pode se sentir tentado a ofuscar a derrota acachapante nas eleições de meio de mandato com ações no exterior.

Ele pode tentar tomar medidas que possa alardear como decisões decisivas e vitoriosas de um presidente forte, que não foi enfraquecido por uma eleição que, segundo insiste, apesar de todas as evidências, só foi perdida porque ele não estava na cédula.

Pule Mais lidas e continue lendo

Mais lidas

  • Dois agentes estão na entrada de uma agência do Ueno Bank. Atrás deles, o nome do banco aparece na porta de vidro

  • Keisha Lance Bottoms, durante um evento de campanha.

  • Pessoas comemorando

  • Foto de Lula usando terno sob um fundo com telão amarelo e verde. Ele usa terno e olha para o infinito aparentando apreensão

Fim do Mais lidas

Pule Promoção app e continue lendo

Novo app da BBC Brasil

Fim da Promoção app

Nas semanas que antecederam as eleições de meio de mandato, a mobilização de forças americanas e as próprias declarações de Trump, muitas vezes beligerantes, intensificaram as especulações de que os EUA estavam se preparando para voltar à guerra com o Irã.

Antes de ser hospitalizado por causa de um acidente vascular cerebral, o senador americano Chris Murphy, do Partido Democrata, participou de uma reunião sigilosa sobre possíveis opções militares para uma retomada da guerra com o Irã.

Sem entrar em detalhes, ele condenou os planos como "insanos", alertando que provocariam uma "escalada devastadora".

Há especulações de que os americanos tenham planos de bombardear infraestrutura civil.

Além de provavelmente constituir um crime de guerra, isso também poderia provocar, como resposta, ataques iranianos devastadores contra alvos equivalentes em países aliados dos EUA no Golfo.

A lista de possíveis alvos do Irã poderia começar pelos Emirados Árabes, que mantêm relações tão próximas com Israel quanto com os EUA.

O regime de Teerã acompanha de perto os acontecimentos políticos nos EUA. E não esconde sua satisfação com o fato de que as consequências do bloqueio do Estreito de Ormuz se tornaram uma questão de política interna nos EUA.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, publicou um alerta nas redes sociais.

Ele disse: "Por consciência ou pelo custo de vida, os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós endossamos essa mensagem. Se o governo dos EUA trair a vontade de sua população para servir a financiadores e chantagistas internacionais, aprenderá que nosso NÃO vem acompanhado de um pesadelo."

Relatos em Israel e nos EUA afirmam que ele está pressionando Trump a voltar à guerra.

Netanyahu não tem cadeiras suficientes para formar um novo governo com a coalizão que está deixando o poder.

Mas, se uma guerra de grandes proporções recomeçasse e se prolongasse, e se os israelenses ficassem sob ataque direto, ele poderia ter novas opções para formar um governo de unidade.

Guerra na Ucrânia

O outro grande conflito para o qual Trump pode voltar sua atenção é o que envolve a Ucrânia e a Rússia, que já dura mais do que a Primeira Guerra Mundial.

Antes das eleições, Trump suspendeu sanções contra Moscou para comprar diesel russo. Ele pode decidir prolongar e ampliar o alívio das sanções na esperança, de alguma forma, de reduzir a pressão econômica sobre os consumidores americanos.

O presidente americano também não parece demonstrar preocupação com o impacto dos ataques de mísseis balísticos russos sobre a população civil ucraniana.

Esses mísseis agora conseguem atravessar as defesas em maior número porque os pedidos da Ucrânia por mais interceptadores de fabricação americana, financiados por aliados europeus, não foram atendidos da maneira que o país precisa e deseja.

O porta-voz do Kremlin disse que a Rússia espera que os resultados eleitorais não afetem o que chamou de "esforços de Trump para alcançar a paz".

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (à esquerda), durante uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  em 22 de setembro de 2026.

Crédito, Getty Images

Donald Trump tem tentado de forma persistente forçar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a fazer concessões territoriais à Rússia para chegar a um acordo que equivaleria a uma capitulação de Kiev.

Trump acrescentaria isso à sua improvável lista de guerras resolvidas e encerradas.

Sentindo o impacto da derrota eleitoral, Trump pode tentar redobrar a pressão sobre Zelensky para aceitar as concessões que o ucraniano tem rejeitado repetidamente.

É seguro dizer que Donald Trump continuará construindo monumentos a si mesmo em Washington.

Além disso, vale repetir que as previsões sobre seus próximos passos dentro e fora do país correm o risco de estar erradas. Mas é certo que ele não vai se sentar em uma cadeira de balanço presidencial e esperar seu tempo na Casa Branca acabar.

Ao longo de seu mandato, Donald Trump tem desfrutado de seu poder e demonstrado determinação em usá-lo.

Isso não vai mudar, e há uma grande chance de que ele queira mostrar que, se já não consegue abalar os EUA, ele ainda pode abalar o mundo.

View the original on BBC News Brasil →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.