TSE julga Garotinho e Deltan e pode mudar resultados no Rio e Paraná

Contudo, se o tribunal negar a desistência do recurso, será mantida a disputa entre Ruas e Eduardo Paes (PSD) no segundo turno. Paes teve 42,7% dos votos válidos.
Na terça-feira (6), o candidato do PSD entrou com um pedido para que o pleito no segundo turno seja confirmado mesmo com a desistência de Garotinho. Segundo a equipe jurídica da coligação "Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir", Garotinho decidiu abrir mão da disputa eleitoral depois que seus votos passaram a impedir a vitória, em primeiro turno, da candidatura apoiada por seu filho.
"O que não se pode admitir, data venia, é que o efeito do indeferimento seja produzido pelo próprio candidato, em prejuízo da coletividade fluminense, em particular daquela parcela que nele votou confiando que estava apto para participar do processo eleitoral", declarou.
Em parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu que seja confirmada a desistência dos recursos apresentados por Garotinho. Segundo Espinosa, o candidato foi condenado por "atos graves" de improbidade, e não poderia ter concorrido ao pleito.
Segundo a vice-presidente do Ibrade (Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral), Marilda Silveira, a decisão desta quinta-feira do TSE vai impactar diretamente o resultado das eleições estaduais no Rio de Janeiro. Silveira explica que o colegiado deve decidir se os votos contabilizados pela candidatura de Garotinho, ainda sub judice, mudam a proclamação do resultado eleitoral.
Caso Deltan
O tribunal também julgará um recurso para que seja indeferido o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O colegiado analisa se Dallagnol, que foi eleito ao Senado com parte dos votos, disputou o pleito de forma irregular.
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