PunchAPC rally disruption: SDP rejects Nasarawa claims against Al-Makura, AdamuCNN Türkİzmir'de uyuşturucu operasyonu: 7 gözaltıThe Jerusalem PostDemocracy was top Jewish voter concern in midterms, not Israel or antisemitism - poll한겨레‘AI 공포’에 안전자산으로 몰렸다…금값, 일주일 전보다 5% 넘게 올라ZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioSouth China Morning PostHow Japan’s 660 most wanted stay hidden: slums, day labour and forged IDsRolling StoneNile Rodgers Defends AI Use in Music Video: ‘We Created Everything … The AI Did What We Told It to Do’매일경제피노, 1830억 원 규모 유증 단행…이차전지 소재 사업 체질 개선Malay MailThe iPhone Duo is my new favourite iPhone but is it for you?The Sydney Morning HeraldBeau Lamarre-Condon trial live updates: Alleged double murderer, former NSW Police officer returns to witness box, asked about relationship with Jesse BairdBillboardAmy Winehouse’s ‘Back to Black’ Reissue Sparks Top 10 Chart ReturnCBS NewsMississippi Senate race is toss-up, with razor-thin margin
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, November 6, 2026

NewJeans: contratos revelam regras sobre imagem, relacionamentos e multas milionárias

Translate

O NewJeans chegou ao topo das paradas americanas e acumulou recordes no streaming antes de entrar em uma disputa que colocou seu futuro em suspenso. Em novembro de 2024, as cinco integrantes anunciaram que deixariam a Ador, selo da Hybe, alegando que permanecer na empresa prolongaria o sofrimento psicológico vivido pelo grupo.

Uma investigação do The New York Times publicada nesta quinta-feira, 5, revela os contratos por trás desse conflito. Assinados quando as cantoras tinham entre 14 e 17 anos, os documentos estabeleciam regras sobre comportamento, despesas estéticas e exploração da identidade das artistas, além de multas por rompimento.

A Hybe, responsável por grupos como BTS e Katseye, afirma que os termos são legais, foram negociados de boa-fé e protegem as artistas e o investimento da companhia.

Proteção de menores e rotina de treinamento

Os contratos omitiam garantias de saúde, educação, sono e descanso previstas no modelo do governo sul-coreano. A Hybe ressaltou, ao jornal, que o modelo funciona como orientação, sem caráter obrigatório.

Segundo a apuração do NYT, pessoas próximas às integrantes relataram ensaios até as 2h da manhã, monitoramento por câmeras e resistência a pausas. Quatro das cinco cantoras abandonaram a escola durante o treinamento.

E-mails obtidos pelo jornal também mostram resistência a negociações. Quando uma mãe pediu mudanças, um vice-presidente da Ador sugeriu que a família reconsiderasse a contratação caso discordasse dos termos. Todos os responsáveis assinaram.

Despesas estéticas e divisão de receitas

Os documentos previam o reembolso de parte dos gastos com cirurgias plásticas e tratamentos de beleza durante o treinamento. Fontes disseram ao jornal que procedimentos foram sugeridos a algumas integrantes. A Hybe negou impor intervenções ou recomendá-las contra a vontade individual.

Apesar da previsão contratual, o NewJeans começou a carreira sem dívida de treinamento. Segundo o NYT, a empresa absorveu os custos iniciais do grupo.

Após a dedução de despesas, as cantoras recebiam cerca de metade dos lucros de shows, publicidade e aparições promocionais, além de uma parcela menor das vendas de gravações e do streaming.

Restrições a relacionamentos e críticas públicas

Os acordos também proibiam comportamentos descritos por expressões vagas, como atitudes insinceras, descuido pessoal e relacionamentos amorosos considerados inadequados. Também havia restrições a declarações que prejudicassem a reputação da companhia, mesmo quando verdadeiras.

A cláusula ganhou relevância após a integrante Hanni depor no Parlamento sul-coreano, em outubro de 2024, sobre episódios de tratamento hostil. No mês seguinte, o grupo anunciou o rompimento. A Ador recorreu à Justiça e, em março de 2025, obteve uma decisão que restringiu as atividades independentes das artistas.

Danielle enfrenta cobrança de US$ 22 milhões

Em dezembro de 2025, a Ador encerrou o contrato da integrante Danielle e a processou, alegando recusa de trabalho e atividades individuais sem autorização. Segundo o NYT, a cobrança chegou a aproximadamente US$ 22 milhões, principalmente em penalidades de saída. A defesa considerou a ação uma retaliação.

O cálculo contratual multiplicava a média mensal de vendas pelo período restante do vínculo, considerando apenas os meses com faturamento. A Hybe afirma que suas artistas geram receita todos os meses, tornando o resultado equivalente.

A defesa de Danielle, representada pelo advogado Jung Jong-chae, afirmou que as atividades individuais foram usadas como pretexto para retaliar a cantora pela tentativa de romper com a agência. Para ele, a cobrança também serviria de alerta a outros artistas que buscassem deixar a empresa. O advogado apresentou uma reclamação à autoridade sul-coreana de defesa da concorrência, acusando Hybe e Ador de tentar encerrar a carreira de Danielle.

Direitos sobre imagem e voz podem continuar após 2029

Os contratos permitem à gravadora continuar usando e licenciando nome, imagem e voz das integrantes após o encerramento do vínculo, previsto para 2029. A autorização inclui clones de voz e chatbots gerados por inteligência artificial.

As cantoras receberiam pagamentos, mas perderiam o controle sobre essas utilizações. A empresa também poderia relançar músicas com remuneração reduzida para o grupo. Especialistas ouvidos pelo New York Times consideraram essa disposição incomum e ressaltaram que o alcance das cláusulas dependeria de análise judicial.

Futuro do NewJeans segue incerto

A disputa com a Ador mantém o futuro do NewJeans em aberto. Segundo o The New York Times, a gravadora sinalizou a possibilidade de um novo álbum, mas o grupo permanece há mais de um ano sem se apresentar.

O encerramento do contrato de Danielle também compromete a perspectiva de um retorno com a formação original. Enquanto a cantora enfrenta a cobrança judicial, seguem indefinidos os próximos passos do grupo e as condições para a retomada das atividades.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.