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Friday, September 25, 2026

O Sol tinha energia suficiente para gerar uma superexplosão em direção à Terra em 1947. Cientistas agora tentam entender porque isso não ocorreu

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Pesquisadores revelaram através de um estudo que o Sol tem a capacidade física de produzir a cada 100 anos uma megaexplosão capaz de causar ejeção de massa coronal com capacidade de atingir o planeta Terra.

De acordo com os pesquisadores, erupções solares tendem a acontecer em regiões em que os campos magnéticos da enorme estrela ficam muito distorcidos. Quando esses campos magnéticos se quebram e então voltam a ligar-se, uma grande quantidade de energia é libertada. 

Esses espaços em que ocorrem as erupções são chamados de regiões ativas, geralmente associadas com manchas solares. Quando as erupções ocorrem, áreas brilhantes, chamadas de fitas de erupção, podem ficar visíveis.

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A partir de dados do Solar Dynamics Observatory, da Nasa, recolhidos entre 2010 e 2016, o estudo publicado pela revista Philosophical Transactions A, que pode ser lido aqui, constatou que quanto maior a região reativa, maior pode ser área das fitas e maior a energia máxima que a erupção pode libertar.

Pesquisas anteriores apontam que megaerupções em estrelas semelhantes ao Sol podem acontecer, aproximadamente, uma vez por século. Porém, isso não afirma que o Sol produza erupções nessa frequência.

Um exemplo a ser usado é a Grande Mancha Solar de 1947, que tinha dimensão maior que 10³⁴ erg, entrando em uma escala de supererupção. Isso, no entanto, não aconteceu, apesar de toda a capacidade.

Desenho da mancha solar • Philosophical Transactions A

Os cálculos apontam que, caso uma destas explosões ocorra em um momento que esteja orientada para a Terra, é possível que atinja redes elétricas em grandes regiões do planeta, causando danos que podem demorar meses para serem reparados.

Eventos anteriores

Casos semelhantes ao projetado pelas pesquisas já ocorreram antes. Um desses exemplos foi o Evento de Carrington, em 1859, onde as auroras boreais ficaram intensas (até no Caribe) ao ponto que era possível ler à noite sem precisar de outra luz. Porém, isso causou incêndios em postes e estações telegráficas.

Segundo os novos cálculos, a região ativa associada ao evento de 1859 produziu uma erupção com uma energia máxima de cerca de 10³³ erg, quase a mesma da mancha 1947.

O estudo realizado por pesquisadores do Max Planck Institute for Solar System Research apontam que, ao menos em teoria, o Sol é capaz de criar regiões com capacidade de gerar erupções da mesma grandeza de estrelas semelhantes a ele. Porém, isso não garante uma explosão.

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