Aeroporto de Riade segue fechado após ataque atribuído aos houthis

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que o país pode aderir a uma ação militar contra os rebeldes. "Podemos. Vamos analisar", disse, ao afirmar que decidiria após tomar conhecimento do ataque.
O ataque ocorreu na véspera da temporada de convenções e eventos de entretenimento da Arábia Saudita. Riad deve sediar conferências de energia e investimentos nas próximas semanas, e os organizadores afirmaram que os eventos serão mantidos.
O que se sabe até agora
O ataque de sábado o aeroporto deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos, de acordo com informações divulgadas por veículos e autoridades citadas nas reportagens. A explosão levou à suspensão das operações no principal aeroporto do país e mobilizou ambulâncias para o local, enquanto não havia, naquele momento, uma reivindicação imediata de responsabilidade.
Companhias aéreas cancelaram voos com destino a Riade após o ataque. Etihad Airways e Qatar Airways suspenderam diversas viagens entre seus centros de operação e a capital saudita, com parte dos cancelamentos prevista até segunda-feira (12), e a Kuwait Airways também anunciou o cancelamento de voos de e para a cidade.
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita responsabilizou os houthis, do Iêmen, apoiados pelo Irã, e prometeu uma resposta firme. O episódio ocorreu em meio a uma escalada de ataques com mísseis contra o reino atribuídos ao grupo, que já havia reivindicado ações anteriores contra o aeroporto na mesma semana.
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